Os Ciganos pertencem a uma raça unida, com costumes e hábitos pouco comuns.
Na Europa apresentam um único idioma, com pequenas variações, devido a assimilação de certos caracteres próprios da região em que vivem.
É um povo peculiar, não somente quanto ao idioma, mas também quanto as características físicas. São na maioria altos, de pele bronzeada, dentes alvos, olhos grandes e negros, cabelos negros e enrolados.
Encontram-se concentrados, em particular na Europa na parte Ocidental da Ásia da África, apesar de estarem espalhados por todo o mundo.
Tendo surgido na Europa, atualmente são mais numerosos na Hungria, Romênia, Turquia, Espanha, Inglaterra, França, Alemanha, Itália e alguns grupos com seus clãs no Brasil.
Por praticarem quiromancia, foram excomungados pelo Papa Martinho V e expulsos da região.
Sua religião é singular, possuem uma crença regional misturada com velhas crendices, comuns a várias regiões da Europa. Povo que pelos seus mistérios, pela beleza de suas roupas e costumes, sempre foi alvo de nossa curiosidade.
As cores para o Povo Cigano têm um significado muito especial e cada uma tem seu valor próprio, primando sempre pelas cores vivas que emanam maior vibração.
Os Ciganos não simpatizam com a cor preta e a usam o mínimo possível, salvo se for de fundo ou que não ocupe lugar de destaque.
As Ciganas mantêm os pés sempre descalços, em contato direto com a terra, para assim se destituírem de qualquer possível energia negativa e absorvem a energia positiva e a bem-aventurança da mãe terra, de quem são filhas.
O Povo Cigano é assim, fascinante. É um povo que não conhece fronteiras e são chamados “ filhos do vento “, são o “Povo das Estrelas “.
Há milênios eles vem cumprindo sua missão na terra, respeitando e reverenciando a mãe natureza, trocando e passando conhecimento do seu mundo mágico e encantador.
Imaginem no passado a vida dos Ciganos... as estradas precárias por onde transitavam com seus vurdóns, sujeitos as condições climáticas, o comboio enfrentava a tormenta da chuva e do frio, as carroças tombadas pela fúria dos ventos, ou as rodas ficavam atoladas na lama. Durante a calmaria, tudo era festa. O Povo Cigano, ao redor da fogueira cantando e dançando, ao dançar os ciganos expressam sentimentos de alegria, poesia, romantismo e felicidade.
Os Ciganos adoram dançar, a dança nasce com eles no momento em que abrem os olhos para enfrentar a vida.
Dançam ritmos e sons tradicionais, produzidos pelas guitarras, violinos, violões, acordeões, címbaios, castanholas, pandeiros, palmas das mãos e batidas nos pés, que aprendem desde cedo com parentes e amigos nas festas dos acampamentos.
Quando dançam o fazem com a alma, com o coração, a dança é uma alegria contagiante e uma vivacidade única.
Normalmente, procuravam acampar próximo aos rios, de onde podiam colher água potável para cozinhar, beber, tomar banho, lavar as roupas. Levam consigo a linguagem da natureza, a premonição, a mística de suas proximidades com os céus, com a lua, o sol e com a terra. O Povo Cigano por sua própria natureza, é um povo rico, cheio de felicidade e alegria.
São filhos da natureza e a chuva, o rio, o sol, a lua, as matas, o ar e a terra são parte integrante de suas vidas.
A liberdade é um dos tesouros mais significativos desse povo, possuem uma espiritualidade inesgotável aliada ao respeito aos seus costumes.
A devoção à Santa Sara Kali é o aspecto mais importante e Universal da religiosidade cigana. Todo Cigano tem em sua casa uma imagem de Sara Kali, para pedir proteção. A ela oferecem frutas, flores, incensos, velas e fazem muitas orações.
Em, Saintes Maries da la Mer no sul da França, a padroeira universal do Povo Cigano é festejada no dia 24 de maio.
sábado, 29 de janeiro de 2011
AS MULHERES CIGANAS
Para elas,o milagre mais importante da vida é o da FERTILIDADE porque não concebem suas vidas sem filhos.
Quanto mais filhos a mulher cigana tiver,mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo.
A pior praga para uma Cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de DY CHUCO(ventre seco).
Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.
A mulher cigana é considerada impura durante os quarenta dias de resguardo após o parto.
As mulheres ciganas não trabalham fora do lar e quando vão às ruas para ler a sorte, esta tarefa é entendida como um cumprimento de tradições e não como parte do sustento da família, apesar de elas entregarem aos maridos todo o dinheiro conseguido.
Cabe às mulheres cuidarem das tarefas do lar e as meninas ficam sempre ao redor da mãe, auxiliando nos trabalhos da casa, ajudando a cuidar dos irmãos menores e aprendendo as tradições e costumes como a execução da dança, a leitura das cartas e das mãos, a realização dos rituais e cerimônias, os preceitos religiosos.
Se uma criança ou jovem cigano sai dos eixos, tem um comportamento inadequado ou procede mal, geralmente mulher é responsabilizada por tais feitos.
fonte:comunidade La Banda Cigana
Quanto mais filhos a mulher cigana tiver,mais dotada de sorte ela é considerada pelo seu povo.
A pior praga para uma Cigana é desejar que ela não tenha filhos e a maior ofensa é chamá-la de DY CHUCO(ventre seco).
Talvez seja este o motivo das mulheres ciganas terem desenvolvido a arte de simpatias e garrafadas milagrosas para fertilidade.
A mulher cigana é considerada impura durante os quarenta dias de resguardo após o parto.
As mulheres ciganas não trabalham fora do lar e quando vão às ruas para ler a sorte, esta tarefa é entendida como um cumprimento de tradições e não como parte do sustento da família, apesar de elas entregarem aos maridos todo o dinheiro conseguido.
Cabe às mulheres cuidarem das tarefas do lar e as meninas ficam sempre ao redor da mãe, auxiliando nos trabalhos da casa, ajudando a cuidar dos irmãos menores e aprendendo as tradições e costumes como a execução da dança, a leitura das cartas e das mãos, a realização dos rituais e cerimônias, os preceitos religiosos.
Se uma criança ou jovem cigano sai dos eixos, tem um comportamento inadequado ou procede mal, geralmente mulher é responsabilizada por tais feitos.
fonte:comunidade La Banda Cigana
O BARALHO CIGANO
O Baralho Cigano foi elaborado pelos ciganos com base no oráculo mais conhecido e difundido no mundo: o Tarô. Supõe-se que os ciganos até chegaram a usar as 78 lâminas do Tarô, porém, sentiram a necessidade de terem um oráculo próprio e resolveram adaptar as 78 lâminas em 36, surgindo assim, o Baralho Cigano.
Acredito que a necessidade de se ter um oráculo próprio veio da natureza dos ciganos, que só usavam o que era deles e recusavam tudo o que fosse dos "Gadjos" (não-ciganos), pois não queriam ficar presos às idéias e símbolos que não pertenciam à sua cultura e cotidiano. Sendo assim, eles transformaram os desenhos, mudaram os significados do tarô original e puderam trabalhar com um instrumento próprio.
Encontramos, basicamente, no Baralho Cigano símbolos que falam só da vida ao ar livre, a natureza, rios, árvores, animais, que são sempre retratados porque fazem parte do dia a dia dos ciganos.
Na maioria das cenas retratadas nas lâminas, vemos a necessidade que esse povo tem de liberdade e da vida em constante contato com a natureza.
Faz parte da tradição cigana a prática da adivinhação pelas mulheres, porém, elas possuem dois tipos de cartas: uma para o uso restrito ao grupo cigano, e outro para fazer adivinhação à comunidade.
A origem do Baralho Cigano possui várias versões e seus significados até variam em diversas regiões se adaptando a cultura de cada país. Mas independente disso, o verdadeiro baralho Cigano é aquele que não faz das cartas, um simples oráculo, e sim aquele que através das cartas se torna um meio de ajudar o próximo. Mantendo a fé e a esperança no coração de todos os que se respeitam entre si e respeitam todas as religões. A sua riqueza em detalhes, sua imensidão de imagens, e sua clareza nas respostas o torna meramente precioso.
1 - O MENSAGEIRO - ( 9 DE COPAS ) - significa a comunicação e expansão entre o mundo dos homens e o espiritual, é a lei da causa e efeito. Os objetivos que se tem, serão realizados e concretizados. O mediador.
2 - OS OBSTÁCULOS - ( 6 DE OUROS ) - significa os impedimentos e o atraso. São situações confusas e adversas, os obstáculos e bloqueios foram colocados por terceiros. Esta carta é um sinal de alerta. O cuidado.
3 - O MAR - (O NAVIO) - ( 10 DE ESPADAS ) - esta carta representa as viagens. o movimento, as mudanças para melhor, que acontecem no plano material e espiritual, a saúde, a trajetória da vida. A viagem.
4 - O EQUILÍBRIO - (A CASA) - ( REI DE COPAS ) - esta carta está associada a casa física, o nosso lar e os nossos familiares, os bens imobiliários, simbolicamente o equilíbrio interior e o recarregamento de nossas enregias. A comunhão.
5 - AS ÁRVORES - ( 7 DE COPAS ) - ela significa a necessidade de desenvolver, o trabalho e os meios materiais. Também os relacionamentos pessoais, a troca de energias entre as pessoas, compartilhar, dividir, dar e receber. O sustento.
6 - OS VENTOS - (AS NUVENS) - (REI DE PAUS ) - representa o poder de modificar a realidade, a mente confusa e tumultuada, os perigos a caminho, tirar conclusôes precipitadas, a calmaria depois da tempestade. As turbulências.
7 - O ARCO ÍRIS ( A SERPENTE ) - ( DAMA DE PAUS ) - esta carta alerta para uma atenção e cuidado com as pessoas, desarmonias e brigas. As forças ocultas, os conflitos, pessoas de má índole. A discórdia.
8 - AS PERDAS - (O CAIXÃO) - ( 9 DE OUROS ) - esta carta significa as mudanças radicais, as transições da vida, o final de um ciclo, a morte física, um intervalo, a perda de energia própria, um processo de evolução. As interrupções.
9 - A CHUVA - (AS FLORES) - ( DAMA DE ESPADAS ) - esta carta significa as ofertas, algo profundo que vem do nosso interior, as coisas quem vêm no tempo certo, as perdas familiares ou financeiras, ser vítima de vingança. A pacificação.
10 - AS TRANSFORMAÇÕES - )A FOICE) - ( VALETE DE OUROS ) - esta carta aponta para as reformulações e reavaliação, a hora de receber os frutos pelos esforços, doenças graves, a morte ou o corte de tudo que é ruim, um processo de evolução pessoal. A transformação.
11 - A MAGIA - ( O CHICOTE) - ( VALETE DE PAUS ) - significa trabalhos intelectuais ou mágicos/espirituais, é a manipulação de um recurso, a força criadora que concretiza os nossos desejos, a magia branca ou negra, o poder da mente. A vontade.
12 - AS ALEGRIAS - (OS PÁSSAROS) ( 7 DE OUROS ) - os pássaros estão associados a felicidade, por isso pode representar novos horizontes para o amor, ou seja, o namoro, viver juntos, sorte nos negócios, o auxílio e o estado de graça que toma conta dos sentimentos. A felicidade.
13 - A CRIANÇA - ( VALETE DE ESPADAS ) - esta carta significa a criança dentro de nós e o lado mais verdadeiro e sincero, o sexto sentido, as surpresas, o carinho, a esperteza, os filhos, os amigos de infância e também as fofocas. O início.
14 - AS ARMADILHAS ( A RAPOSA ) - ( 9 DE PAUS ) - a raposa usa de uma estratégia para caçar e não deixa rastro, portanto esta carta nos alerta para pessoas de caráter duvidoso, as traições, as armadilhas própriamente dita, a famosa lábia, mentir e enganar, tirar proveito de tudo, pede para ter cuidado e cautela. O aviso.
15 - AS FALSIDADES ( O URSO ) - ( 10 DE PAUS ) - esta carta representa o amigo urso, aquele que aproveita da boa fé para atrapalhar a vida, a falsidade, o olho grande, passar por fases de hibernação, a força mau utilizada. A inveja.
16 - A SORTE - (ESTRELAS) - ( 6 DE COPAS ) - significa a estrela-guia, o equilíbrio espiritual, é os sonhos que buscamos nossas esperanças. A confiança no futuro, as fantasias, as conquistas, as inspirações, planos e também as ilusões. A anunciação.
17 - AS NOVIDADES ( A CEGONHA ) - ( DAMA DE COPAS ) - esta carta representa os bons augúrus, as oportunidades que surgem, a gravidez, o anúncio de casamento, as mudanças que surgem através de novidades, a fertilidade. A chegada.
18 - O ALIADO - (O CACHORRO) ( 10 DE COPAS ) - significa ter um amigo fiel pronto a defender, o protetor espiritual, a lealdade, as novas amizades, o vigilante, o anjo da guarda, certas situações que são favorecidas e a união harmoniosa. O amigo.
19 - A ESPIRITUALIDADE - (A TORRE) - ( 6 DE ESPADAS ) - esta carta fala sôbre o regate de valores, o exercício da espiritualidade, as religiões, a nossa centelha divina, o desapego, a evolução, o caminho e o que somos por dentro. O espiritual
20 - AS ERVAS - (O JARDIM) - ( 8 DE ESPADAS ) - esta carta anuncia o lado mais belo da vida, a cura, tanto física quanto espiritual, significa o que semeamos no jardim, será colhido depois, a eficiência, a natureza, as pesquisas, a força mística e estar em uma posição bem confortável. A medicina.
21 - AS PEDRAS - ( AS MONTANHAS) ( 8 DE PAUS ) - esta carta significa a justiça absoluta dos homens e divina, as disputas bem sucedidas, os empreendimentos, os papeis importantes, a autoridade, o respeito, o início de um novo ciclo, a coerência e a perseverança. A justiça.
22 - OS CAMINHOS - ( DAMA DA OUROS ) - esta carta representa uma atitude guerreira de lutar ou conquistar. São os caminhos abertos, o rumo da vida de cada indivíduo. A coragem, a estrada própriamente dita, o impulso direcionado e a força. A jornada.
23 - OS DESGASTES - ( O RATO ) - ( 7 DE PAUS ) - esta carta retrata a figura de um rato que transmite a sensação de desgaste, o vampirísmo espiritual, as pessoas que usam os outros em proveito próprio, o roubo, uma possível enfermidade psíquica, as coisas perdidas. O furto.
24 - OS SENTIMENTOS - (CORAÇÃO) - ( VALETE DE COPAS ) - esta carta significa o lado sensível do ser, as emoções profundas, a explosão do coração, a auto-estima, a pessoa querida, novidades amorosas, a compaixão, a felicidade e bem estar. O amor.
25 - AS ALIANÇAS - ( ÁS DE PAUS ) - esta carta pode representar o matrimônio, algum tipo de sociedade, a união, a cooperação, um pacto, a aliança com Deus e os homens. O casamento.
26 - OS LIVROS - ( 10 DE OUROS ) - os livros simbolizam o conhecimento, a sabedoria, a inteligência, também significa os estudos ou as profissôes dos indivíduos. Os autodidatas, as ciências ocultas, as revelações, o sucesso artístico-literário. O saber.
27 - O AVISO - (A CARTA) - ( 7 DE ESPADAS ) - esta carta anuncia os perigos, as más notícias, os conflitos, as correspondências, os maus conselhos, os processos, é uma carta de potencial violento e perturbador, que quebra qualquer harmonia. A mensagem.
28 - O HOMEM - (O CIGANO )( ÁS DE COPAS ) - esta carta representa a figura masculina, o pai, o filho, o marido, o companheiro, o homem mais importante na vida de uma mulher. O amor chegando, o próprio consulente. O parceiro.
29 - A MULHER - ( A CIGANA) - ( ÁS DE ESPADAS ) - esta carta representa a figura feminina, a mãe, a esposa, a companheira, a amante, a filha, a amiga, pode significar a entidade espiritual , a energia magnética, a própria consulente, a mulher mais importante da vida de um homem. A parceira.
30 - OS RIOS - ( REI DE ESPADAS) - esta carta representa as dádivas, a prosperidade, a astúcia, a pureza, a tranqüilidade, o bom gosto, significa muita paz, a paciência e a vidência. A beleza.
31 - O SOL - ( ÁS DE OUROS ) - esta carta representa o poder da criação, a dignidade, a lealdade, a força criativa, o crescimento, a luz e a expansão, a nobreza, a retidão, a misericórdia e o respeito. A iluminação.
32 - AS HONRARIAS - (A LUA) - ( 8 DE COPAS ) - a Lua representa o princípio feminino, os poderes místicos e emocionais, a intuição, a fecundação, as visões, os sonhos, uma energia magnética poderosa, a compensação de todos os esforços, as ilusões. A magia.
33 - AS SOLUÇÕES --( A CHAVE ) - ( 8 DE OUROS ) - a chave abre as portas, sejam materiáis ou não. Significando a solução dos problemas, das dúvidas, a chegada de um dinheiro há muito tempo aguardado. As facilidades, a disponibilidade e determinação. O movimento
34 - A MATÉRIA - ( OS PEIXES ) - ( REI DE OUROS ) - os peixes é um símbolo que representa o alimento e a multiplicação, a riqueza, as conquistas materiais, o dinheiro, a concretização dos desejos, o término de um sofrimento e a satisfação. A fartura.
35 - A SEGURANÇA - ( A ÂNCORA ) - ( 9 DE ESPADAS ) - significa a estabilidade, a segurança, o sucesso, é a idéia de algo sólido, firme, a fé, a autoconfiança, o patrimônio conquistado, a posição incontestável. A solidez.
36 - A VITÓRIA - (A CRUZ) - ( 6 DE PAUS ) - a cruz é um símbolo que representa o martírio, transcendendo e liberando o carma. Esta carta estimula a continuarmos lutando pelos nossos ideais e objetivos, é uma das cartas mais importantes dos 36 arcanos, é o espiritualismo, a purificação, a fé e a caridade. O destino.
Acredito que a necessidade de se ter um oráculo próprio veio da natureza dos ciganos, que só usavam o que era deles e recusavam tudo o que fosse dos "Gadjos" (não-ciganos), pois não queriam ficar presos às idéias e símbolos que não pertenciam à sua cultura e cotidiano. Sendo assim, eles transformaram os desenhos, mudaram os significados do tarô original e puderam trabalhar com um instrumento próprio.
Encontramos, basicamente, no Baralho Cigano símbolos que falam só da vida ao ar livre, a natureza, rios, árvores, animais, que são sempre retratados porque fazem parte do dia a dia dos ciganos.
Na maioria das cenas retratadas nas lâminas, vemos a necessidade que esse povo tem de liberdade e da vida em constante contato com a natureza.
Faz parte da tradição cigana a prática da adivinhação pelas mulheres, porém, elas possuem dois tipos de cartas: uma para o uso restrito ao grupo cigano, e outro para fazer adivinhação à comunidade.
A origem do Baralho Cigano possui várias versões e seus significados até variam em diversas regiões se adaptando a cultura de cada país. Mas independente disso, o verdadeiro baralho Cigano é aquele que não faz das cartas, um simples oráculo, e sim aquele que através das cartas se torna um meio de ajudar o próximo. Mantendo a fé e a esperança no coração de todos os que se respeitam entre si e respeitam todas as religões. A sua riqueza em detalhes, sua imensidão de imagens, e sua clareza nas respostas o torna meramente precioso.
1 - O MENSAGEIRO - ( 9 DE COPAS ) - significa a comunicação e expansão entre o mundo dos homens e o espiritual, é a lei da causa e efeito. Os objetivos que se tem, serão realizados e concretizados. O mediador.
2 - OS OBSTÁCULOS - ( 6 DE OUROS ) - significa os impedimentos e o atraso. São situações confusas e adversas, os obstáculos e bloqueios foram colocados por terceiros. Esta carta é um sinal de alerta. O cuidado.
3 - O MAR - (O NAVIO) - ( 10 DE ESPADAS ) - esta carta representa as viagens. o movimento, as mudanças para melhor, que acontecem no plano material e espiritual, a saúde, a trajetória da vida. A viagem.
4 - O EQUILÍBRIO - (A CASA) - ( REI DE COPAS ) - esta carta está associada a casa física, o nosso lar e os nossos familiares, os bens imobiliários, simbolicamente o equilíbrio interior e o recarregamento de nossas enregias. A comunhão.
5 - AS ÁRVORES - ( 7 DE COPAS ) - ela significa a necessidade de desenvolver, o trabalho e os meios materiais. Também os relacionamentos pessoais, a troca de energias entre as pessoas, compartilhar, dividir, dar e receber. O sustento.
6 - OS VENTOS - (AS NUVENS) - (REI DE PAUS ) - representa o poder de modificar a realidade, a mente confusa e tumultuada, os perigos a caminho, tirar conclusôes precipitadas, a calmaria depois da tempestade. As turbulências.
7 - O ARCO ÍRIS ( A SERPENTE ) - ( DAMA DE PAUS ) - esta carta alerta para uma atenção e cuidado com as pessoas, desarmonias e brigas. As forças ocultas, os conflitos, pessoas de má índole. A discórdia.
8 - AS PERDAS - (O CAIXÃO) - ( 9 DE OUROS ) - esta carta significa as mudanças radicais, as transições da vida, o final de um ciclo, a morte física, um intervalo, a perda de energia própria, um processo de evolução. As interrupções.
9 - A CHUVA - (AS FLORES) - ( DAMA DE ESPADAS ) - esta carta significa as ofertas, algo profundo que vem do nosso interior, as coisas quem vêm no tempo certo, as perdas familiares ou financeiras, ser vítima de vingança. A pacificação.
10 - AS TRANSFORMAÇÕES - )A FOICE) - ( VALETE DE OUROS ) - esta carta aponta para as reformulações e reavaliação, a hora de receber os frutos pelos esforços, doenças graves, a morte ou o corte de tudo que é ruim, um processo de evolução pessoal. A transformação.
11 - A MAGIA - ( O CHICOTE) - ( VALETE DE PAUS ) - significa trabalhos intelectuais ou mágicos/espirituais, é a manipulação de um recurso, a força criadora que concretiza os nossos desejos, a magia branca ou negra, o poder da mente. A vontade.
12 - AS ALEGRIAS - (OS PÁSSAROS) ( 7 DE OUROS ) - os pássaros estão associados a felicidade, por isso pode representar novos horizontes para o amor, ou seja, o namoro, viver juntos, sorte nos negócios, o auxílio e o estado de graça que toma conta dos sentimentos. A felicidade.
13 - A CRIANÇA - ( VALETE DE ESPADAS ) - esta carta significa a criança dentro de nós e o lado mais verdadeiro e sincero, o sexto sentido, as surpresas, o carinho, a esperteza, os filhos, os amigos de infância e também as fofocas. O início.
14 - AS ARMADILHAS ( A RAPOSA ) - ( 9 DE PAUS ) - a raposa usa de uma estratégia para caçar e não deixa rastro, portanto esta carta nos alerta para pessoas de caráter duvidoso, as traições, as armadilhas própriamente dita, a famosa lábia, mentir e enganar, tirar proveito de tudo, pede para ter cuidado e cautela. O aviso.
15 - AS FALSIDADES ( O URSO ) - ( 10 DE PAUS ) - esta carta representa o amigo urso, aquele que aproveita da boa fé para atrapalhar a vida, a falsidade, o olho grande, passar por fases de hibernação, a força mau utilizada. A inveja.
16 - A SORTE - (ESTRELAS) - ( 6 DE COPAS ) - significa a estrela-guia, o equilíbrio espiritual, é os sonhos que buscamos nossas esperanças. A confiança no futuro, as fantasias, as conquistas, as inspirações, planos e também as ilusões. A anunciação.
17 - AS NOVIDADES ( A CEGONHA ) - ( DAMA DE COPAS ) - esta carta representa os bons augúrus, as oportunidades que surgem, a gravidez, o anúncio de casamento, as mudanças que surgem através de novidades, a fertilidade. A chegada.
18 - O ALIADO - (O CACHORRO) ( 10 DE COPAS ) - significa ter um amigo fiel pronto a defender, o protetor espiritual, a lealdade, as novas amizades, o vigilante, o anjo da guarda, certas situações que são favorecidas e a união harmoniosa. O amigo.
19 - A ESPIRITUALIDADE - (A TORRE) - ( 6 DE ESPADAS ) - esta carta fala sôbre o regate de valores, o exercício da espiritualidade, as religiões, a nossa centelha divina, o desapego, a evolução, o caminho e o que somos por dentro. O espiritual
20 - AS ERVAS - (O JARDIM) - ( 8 DE ESPADAS ) - esta carta anuncia o lado mais belo da vida, a cura, tanto física quanto espiritual, significa o que semeamos no jardim, será colhido depois, a eficiência, a natureza, as pesquisas, a força mística e estar em uma posição bem confortável. A medicina.
21 - AS PEDRAS - ( AS MONTANHAS) ( 8 DE PAUS ) - esta carta significa a justiça absoluta dos homens e divina, as disputas bem sucedidas, os empreendimentos, os papeis importantes, a autoridade, o respeito, o início de um novo ciclo, a coerência e a perseverança. A justiça.
22 - OS CAMINHOS - ( DAMA DA OUROS ) - esta carta representa uma atitude guerreira de lutar ou conquistar. São os caminhos abertos, o rumo da vida de cada indivíduo. A coragem, a estrada própriamente dita, o impulso direcionado e a força. A jornada.
23 - OS DESGASTES - ( O RATO ) - ( 7 DE PAUS ) - esta carta retrata a figura de um rato que transmite a sensação de desgaste, o vampirísmo espiritual, as pessoas que usam os outros em proveito próprio, o roubo, uma possível enfermidade psíquica, as coisas perdidas. O furto.
24 - OS SENTIMENTOS - (CORAÇÃO) - ( VALETE DE COPAS ) - esta carta significa o lado sensível do ser, as emoções profundas, a explosão do coração, a auto-estima, a pessoa querida, novidades amorosas, a compaixão, a felicidade e bem estar. O amor.
25 - AS ALIANÇAS - ( ÁS DE PAUS ) - esta carta pode representar o matrimônio, algum tipo de sociedade, a união, a cooperação, um pacto, a aliança com Deus e os homens. O casamento.
26 - OS LIVROS - ( 10 DE OUROS ) - os livros simbolizam o conhecimento, a sabedoria, a inteligência, também significa os estudos ou as profissôes dos indivíduos. Os autodidatas, as ciências ocultas, as revelações, o sucesso artístico-literário. O saber.
27 - O AVISO - (A CARTA) - ( 7 DE ESPADAS ) - esta carta anuncia os perigos, as más notícias, os conflitos, as correspondências, os maus conselhos, os processos, é uma carta de potencial violento e perturbador, que quebra qualquer harmonia. A mensagem.
28 - O HOMEM - (O CIGANO )( ÁS DE COPAS ) - esta carta representa a figura masculina, o pai, o filho, o marido, o companheiro, o homem mais importante na vida de uma mulher. O amor chegando, o próprio consulente. O parceiro.
29 - A MULHER - ( A CIGANA) - ( ÁS DE ESPADAS ) - esta carta representa a figura feminina, a mãe, a esposa, a companheira, a amante, a filha, a amiga, pode significar a entidade espiritual , a energia magnética, a própria consulente, a mulher mais importante da vida de um homem. A parceira.
30 - OS RIOS - ( REI DE ESPADAS) - esta carta representa as dádivas, a prosperidade, a astúcia, a pureza, a tranqüilidade, o bom gosto, significa muita paz, a paciência e a vidência. A beleza.
31 - O SOL - ( ÁS DE OUROS ) - esta carta representa o poder da criação, a dignidade, a lealdade, a força criativa, o crescimento, a luz e a expansão, a nobreza, a retidão, a misericórdia e o respeito. A iluminação.
32 - AS HONRARIAS - (A LUA) - ( 8 DE COPAS ) - a Lua representa o princípio feminino, os poderes místicos e emocionais, a intuição, a fecundação, as visões, os sonhos, uma energia magnética poderosa, a compensação de todos os esforços, as ilusões. A magia.
33 - AS SOLUÇÕES --( A CHAVE ) - ( 8 DE OUROS ) - a chave abre as portas, sejam materiáis ou não. Significando a solução dos problemas, das dúvidas, a chegada de um dinheiro há muito tempo aguardado. As facilidades, a disponibilidade e determinação. O movimento
34 - A MATÉRIA - ( OS PEIXES ) - ( REI DE OUROS ) - os peixes é um símbolo que representa o alimento e a multiplicação, a riqueza, as conquistas materiais, o dinheiro, a concretização dos desejos, o término de um sofrimento e a satisfação. A fartura.
35 - A SEGURANÇA - ( A ÂNCORA ) - ( 9 DE ESPADAS ) - significa a estabilidade, a segurança, o sucesso, é a idéia de algo sólido, firme, a fé, a autoconfiança, o patrimônio conquistado, a posição incontestável. A solidez.
36 - A VITÓRIA - (A CRUZ) - ( 6 DE PAUS ) - a cruz é um símbolo que representa o martírio, transcendendo e liberando o carma. Esta carta estimula a continuarmos lutando pelos nossos ideais e objetivos, é uma das cartas mais importantes dos 36 arcanos, é o espiritualismo, a purificação, a fé e a caridade. O destino.
TACHINHOS DA PROSPERIDADE
Segundo a milenar cultura cigana, o cobre é um material que possui uma energia positiva poderosa. Usado na culinária, como amuleto, ou como um adereço, simboliza a fartura a prosperidade e a paz para quem o possui.
Os tachinhos da prosperidade não podem faltar em sua casa, em seu estabelecimento, pois trazem muita harmonia para você e sua família, melhorando considerávelmente o astral de sua vida pessoal e profissional.
Diz a lenda que:
o cobre reflete a força cósmica do planeta Vênus, cuja essência representa harmonia. O cobre eleva a capacidade de amar e a habilidade criativa.
Com nossos tachos você terá o instrumento adequado para transformar em realidade todas as maravilhas da gastronomia.
Os tachinhos da prosperidade não podem faltar em sua casa, em seu estabelecimento, pois trazem muita harmonia para você e sua família, melhorando considerávelmente o astral de sua vida pessoal e profissional.
Diz a lenda que:
o cobre reflete a força cósmica do planeta Vênus, cuja essência representa harmonia. O cobre eleva a capacidade de amar e a habilidade criativa.
Com nossos tachos você terá o instrumento adequado para transformar em realidade todas as maravilhas da gastronomia.
LINGUAGEM DO LEQUE
NA CORTE ESPAÑOLA,
A LINGUAGEM DO LEQUE ( ABANICO )
O leque na corte Espanhola era acessório obrigatório, não só para aplacar o calor e servir de adereço. Ele tinha uma linguagem sinalizada própria.
Atualmente quase todos conhecem este acessório tão charmoso, o qual entre os diversos povos é utilizado também como acessório de coreografias em vários estilos de dança.
É também usado como objeto de sedução, e o que poucas pessoas sabem é que este adjetivo se deve a linguagem de sedução que ele representava na corte Espanhola.
As damas se comunicavam com seu admiradores através do seu leque ( abanico ) fazendo sinais sedutores, marcando encontros amorosos.
Vejam abaixo alguns significados desta linguagem secular tão interessante e sedutora.
LEQUE FECHADO
Embaixo do olho esquerdo = Quero te ver.
Balançando com a mão direita = Não sejas indiscreto ou impetuoso.
Balançando com a mão esquerda = Estão nos vendo.
Jogar várias vezes o leque de uma mão para outra = te odeio.
Passar o leque pela frente do corpo, da mão direita para a esquerda = Seremos só amigos.
Passar o leque por trás do corpo, da mão esquerda para a direita = Quero a outro.
Colocar na bochecha direita = Sim
Colocar na bochecha esquerda = não
LEQUE ABERTO
Embaixo dos olhos = Te quero.
Cobrindo os olhos e caminhando para trás = Siga-me.
Cobrindo os lábios = Beije-me.
Cobrindo a orelha = Quero te contar um segredo.
Contar as hastes do leque = marcar a hora do encontro.
Passar o dedo por cima do leque = Preciso falar com você urgentemente.
Passar o leque da mão direita para a esquerda na altura do peito = Te amo ou Estás ganhando meu corarão.
Abanar rapidamente o leque = És muito sensual, quente.
Abanar lentamente o leque = Sou casada.
OUTROS SIGNIFICADOS
Fechar e abrir o leque várias vezes = Estou impaciente.
Abrir o leque e mostrar a mão esquerda = Quero casar com você
Fechar o leque e entregá-lo a pessoa = Me queres?
Colocar o leque fechado atrás da nuca = Não me esqueças jamais.
Colocar o leque fechado na nuca com o dedo mínimo levantado = Adeus
Os leques são populares na Ásia e em algumas partes da África e Oceania.
Representam o Elemento Ar e podem ser usados para equilibrar algo, como por exemplo dois leques usados como equilíbrio no corpo. Existem uma variedade imensa de cores, estilos e materiais utilizados para a fabricação desses objetos.
Os leques orientais foram utilizados como armas brancas na Antiguidade e no período Medieval, e hoje são vistos como objetos decorativos.
A evolução do leque
Vários são os autores que situam o surgimento do leque quase ao mesmo tempo do surgimento do homem, e muitos são os mitos e lendas que tratam de sua origem, assim como diferentes povos se dizem responsáveis pela criação desse acessório.
Leque oriental, feito em madeira
Dizem que Cupido, o deus do amor, inebriado pela beleza de sua amada Psique, furtou uma asa de Zéfiro, o deus do vento, para refrescar sua amada enquanto dormia. A versão chinesa atribui a Kan-Si, filha de um poderoso mandarim, a criação do leque, uma vez que, não mais suportando o calor durante um baile de máscaras, e não podendo expor seu rosto aos olhares indesejáveis, dele se serviu para abanar-se, tendo logo seu gesto imitado por outras damas do baile.
As principais civilizações desde a Antiguidade fizeram uso dele, como o Egito, Assíria, Pérsia, Índia, China, Grécia e Roma, tendo ele sido utilizado como símbolo de poder em sua essência. As ventarolas foram as primeiras a chegarem na Europa durante os séculos XII e XIII provenientes do Oriente através das Cruzadas. Porém foi apenas no século XVI, quando os portugueses trouxeram os primeiros exemplares das suas colônias da Ásia, que iniciou-se de fato a moda de seu uso na Europa. Sendo assim nos séculos XVII, XVIII e XIX tornaram-se um complemento indispensável à vaidade feminina, invadindo salões e despertando paixões.
Fabricados de diferente materiais e técnicas como o marfim, a madrepérola, o charão, a tartaruga, as madeiras perfumadas, as plumas, os tecidos e os papeis pintados em litografia aquarelada ou tempera. Com cenas de gênero galantes, mitológicas, campestres ou orientais, muitas vezes retratando momentos históricos. Dentre tantas variações temos os comemorativos, de penas, plumas, com rendas, com tecido, tipo “baralho”, “mandarim”, com papel e as ventarolas.
A armação do leque apresenta duas partes, uma interna e outra externa e é formada de varetas, sendo que as externas tem o nome de varetas mestras, e a da frente, a principal. As varetas mestras são geralmente mais ornamentadas do que as simples, em muitas vezes apresentam as iniciais da dona do leque. No “leque indiscreto” eram colocados pequenos espelhos que permitiam as damas ver a movimentação ao seu redor, sem serem vistas. A “folha” é a parte mais decorada do leque que podia ser feita com pinturas sobre tecido, papel, pergaminho, rendas, seda, etc, sendo geralmente ornamentadas com pinturas ou bordados com lantejoulas metálicas ou mesmo com fios de ouro ou prata.
É neste contexto de luxo e sedução, que no século XIX toma força a “Linguagem do Leque” originaria provavelmente no século XVIII nas cortes francesas. Esta era um complicado sistema de posições e gesticulações que possibilitavam as damas se comunicar e flertar.
Desde meados do século XVIII a França foi principal fabricante de leques e adereços de luxo. Com o desgaste ocasionado pela Revolução Francesa na produção deste tipo de produto, entra no mercado, importado pela Inglaterra os leques orientais. Estes confeccionados em charão, sândalo ou marfim trazem geralmente estampas de caráter bucólico e cenas de vida cotidiana. Após a ascensão de Napoleão Bonaparte ao trono francês, a vida na corte toma outros rumos e a produção dos artefatos de luxo revigoram-se. Neste período os leques, bem como a moda por completo, inspiram-se nos ideais clássicos, sendo com cenas de faunos e bacantes, e nos modelos napoleônicos.
Com a queda de Napoleão e a restauração do governo da França nas mãos da monarquia e as mudanças realizadas na moda entre 1820 e 1830 com o aumento das saias e das mangas, o leque acompanha esta evolução duplicando seu tamanho anterior, passando de 15 para 30 centímetros. Com a indústria do luxo consolidada, a produção francesa gera raridade como leques em prata dourada, além de desenvolver maquinas de perfuração e gravação em osso e marfim. Nas décadas de 1830 e 1840, o leque manteve seu tamanho variando entre os 30 e 29 centímetros. A folha ou panache ainda era feita de papel ricamente decorado com aquarelas ou litogravuras por vezes pintadas e guarnecidas de prata dando assim um efeito todo especial ao desenho ilustrado.
Por volta de 1845 os leques, antes finos e longos, ganham mais forma nas varetas. Esta mudança deve-se ao primeiros leque “Mandarim” trazidos pelas casas de impostação inglesas de suas colônias na China.
Em 1850 a evolução antes descrita já se mostra forte nas oficinas dos melhores Eventelistes da Europa. Um formado mais oval é adotado e muito aceito. Esta vareta de formato modificado iria alongar-se quase fazendo desaparecer a folha do leque, mas em 1855 em diante a folha voltaria com força total.
Entre 1860 e 1870 os leques ganham decoração diferenciada nas folhas, que são agora, feitas de tafettá duplo com um forro de papel jornal liso e fino, que dá maior estabilidade ao tecido e alonga a durabilidade da peça. É neste período que também aparecem os primeiros leques com características inovadoras, como os leques de plumas, de penas exóticas, de rendas, de casco de tartaruga, entre outros.
De 1870 a 1890 as variações na estrutura dos leques não são significativas, apenas ocorrem mudanças no tamanho, que acompanha a evolução das mangas Mutton, em meados de 1895 e 1896. Nos anos seguintes numa movimento inverso o leque acompanha a moda e o estancar dos vestidos entre 1887 e 1900.
Evolução da estrutura
Na questão dos materiais, vemos uma diversidade infinda de materiais usados na confecções dos leques no século XIX. Para as estruturas a madeira foi a primeira a ser empregada na manufaturas de leques e abanos, mas foram o marfim e o osso, os mais antigos a serem usados, na confecção de estruturas de melhor qualidade voltado à elite. Entre 1730 e 1750, aparecem os primeiros leques de estrutura em madrepérola, que eram geralemnte lisas, e posteriormente gravadas e cobertas com folhas de prata ou ouro.
No alvorecer do século XIX, as técnicas subjacentes permanecem, e a confecção do leque ainda vai empregar os mesmos materiais e técnicas, até que em 1830, aparecem os leques feitos de “Tortoise Blonde” (casco de “tartaruga-loura”). A tartaruga vai ser desde então muito utilizada pelos Eventelistes (fabricantes e leques) do século XIX.
Evolução da folha
A “Folha”, parte que produz o vento no leque, também fora diversamente modificada na evolução do leque. Do século XVII até 1850, era em sua maioria feita em papel, previamente pintado e dobrado. Foi em meados de 1850 que a seda, gomada para ser mais preciso, passou a ser empregada na confecção dos leques. Mais tarde com o advento e o desenvolvimento da técnica de folha dupla com entermeio de papel, que se pode diversificar, e tecidos como o taffetá, o moireé, a gauze, a renda, entre outros passaram a fazer parte do repertório de tecidos, aplicado à manufatura das folhas.
A arte da plumaria começara a ser empregadas desde 1840 na decoração de leques com fios de marabout, inspirados nos leques mandarim. Em finais de 1860 e inicio de 1870 aparecem os primeiros modelos de leques de pluma de avestruz. Desde então ganhou fama e virou sinônimo de voluptuosidade e sedução, sendo muito requisitado e usado nas óperas, bailes, recepções, entre outras festividades até a década de 1930.
Curiosidade
Eis uma frase de Madame de Stäel, uma dama da sociedade francesa, a respeito do leque:
“Há tantos modos de se servir de um leque que se pode distinguir, logo à primeira vista, uma princesa de uma condessa, uma marquesa de uma routurière. Aliás, uma dama sem leque é como um nobre sem espada.”
Fonte: wikipédia
A dança cigana, particularmente além de extremamente sensual, está carregada de simbolismo. É incorporado o princípio do remelexo suave dos quadris, movimentos amplos dos braços e sensual das mãos.
A trilha sonora é composta por violinos, sanfonas, violões e pandeiros, num ritmo contagiante. As dançarinas usam saias rodadas, num colorido intenso e muitas bijouterias.
Aos homens cabe apenas apreciá-las ou, no máximo acompanhar o sedutor bailado.
A liberdade concedida pela dança, faz com que ela transmita uma energia incrível durante a realização da dança. Além de usar o seu próprio corpo para extravasar seus sentimentos, a dançarina recorre a objetivos de forte simbolismo e com eles cria algumas danças muito marcantes como:
Dança do Leque
Com um leque em punho e o olhar penetrante,
a dançarina expressa a mais pura sedução.
A LINGUAGEM DO LEQUE ( ABANICO )
O leque na corte Espanhola era acessório obrigatório, não só para aplacar o calor e servir de adereço. Ele tinha uma linguagem sinalizada própria.
Atualmente quase todos conhecem este acessório tão charmoso, o qual entre os diversos povos é utilizado também como acessório de coreografias em vários estilos de dança.
É também usado como objeto de sedução, e o que poucas pessoas sabem é que este adjetivo se deve a linguagem de sedução que ele representava na corte Espanhola.
As damas se comunicavam com seu admiradores através do seu leque ( abanico ) fazendo sinais sedutores, marcando encontros amorosos.
Vejam abaixo alguns significados desta linguagem secular tão interessante e sedutora.
LEQUE FECHADO
Embaixo do olho esquerdo = Quero te ver.
Balançando com a mão direita = Não sejas indiscreto ou impetuoso.
Balançando com a mão esquerda = Estão nos vendo.
Jogar várias vezes o leque de uma mão para outra = te odeio.
Passar o leque pela frente do corpo, da mão direita para a esquerda = Seremos só amigos.
Passar o leque por trás do corpo, da mão esquerda para a direita = Quero a outro.
Colocar na bochecha direita = Sim
Colocar na bochecha esquerda = não
LEQUE ABERTO
Embaixo dos olhos = Te quero.
Cobrindo os olhos e caminhando para trás = Siga-me.
Cobrindo os lábios = Beije-me.
Cobrindo a orelha = Quero te contar um segredo.
Contar as hastes do leque = marcar a hora do encontro.
Passar o dedo por cima do leque = Preciso falar com você urgentemente.
Passar o leque da mão direita para a esquerda na altura do peito = Te amo ou Estás ganhando meu corarão.
Abanar rapidamente o leque = És muito sensual, quente.
Abanar lentamente o leque = Sou casada.
OUTROS SIGNIFICADOS
Fechar e abrir o leque várias vezes = Estou impaciente.
Abrir o leque e mostrar a mão esquerda = Quero casar com você
Fechar o leque e entregá-lo a pessoa = Me queres?
Colocar o leque fechado atrás da nuca = Não me esqueças jamais.
Colocar o leque fechado na nuca com o dedo mínimo levantado = Adeus
Os leques são populares na Ásia e em algumas partes da África e Oceania.
Representam o Elemento Ar e podem ser usados para equilibrar algo, como por exemplo dois leques usados como equilíbrio no corpo. Existem uma variedade imensa de cores, estilos e materiais utilizados para a fabricação desses objetos.
Os leques orientais foram utilizados como armas brancas na Antiguidade e no período Medieval, e hoje são vistos como objetos decorativos.
A evolução do leque
Vários são os autores que situam o surgimento do leque quase ao mesmo tempo do surgimento do homem, e muitos são os mitos e lendas que tratam de sua origem, assim como diferentes povos se dizem responsáveis pela criação desse acessório.
Leque oriental, feito em madeira
Dizem que Cupido, o deus do amor, inebriado pela beleza de sua amada Psique, furtou uma asa de Zéfiro, o deus do vento, para refrescar sua amada enquanto dormia. A versão chinesa atribui a Kan-Si, filha de um poderoso mandarim, a criação do leque, uma vez que, não mais suportando o calor durante um baile de máscaras, e não podendo expor seu rosto aos olhares indesejáveis, dele se serviu para abanar-se, tendo logo seu gesto imitado por outras damas do baile.
As principais civilizações desde a Antiguidade fizeram uso dele, como o Egito, Assíria, Pérsia, Índia, China, Grécia e Roma, tendo ele sido utilizado como símbolo de poder em sua essência. As ventarolas foram as primeiras a chegarem na Europa durante os séculos XII e XIII provenientes do Oriente através das Cruzadas. Porém foi apenas no século XVI, quando os portugueses trouxeram os primeiros exemplares das suas colônias da Ásia, que iniciou-se de fato a moda de seu uso na Europa. Sendo assim nos séculos XVII, XVIII e XIX tornaram-se um complemento indispensável à vaidade feminina, invadindo salões e despertando paixões.
Fabricados de diferente materiais e técnicas como o marfim, a madrepérola, o charão, a tartaruga, as madeiras perfumadas, as plumas, os tecidos e os papeis pintados em litografia aquarelada ou tempera. Com cenas de gênero galantes, mitológicas, campestres ou orientais, muitas vezes retratando momentos históricos. Dentre tantas variações temos os comemorativos, de penas, plumas, com rendas, com tecido, tipo “baralho”, “mandarim”, com papel e as ventarolas.
A armação do leque apresenta duas partes, uma interna e outra externa e é formada de varetas, sendo que as externas tem o nome de varetas mestras, e a da frente, a principal. As varetas mestras são geralmente mais ornamentadas do que as simples, em muitas vezes apresentam as iniciais da dona do leque. No “leque indiscreto” eram colocados pequenos espelhos que permitiam as damas ver a movimentação ao seu redor, sem serem vistas. A “folha” é a parte mais decorada do leque que podia ser feita com pinturas sobre tecido, papel, pergaminho, rendas, seda, etc, sendo geralmente ornamentadas com pinturas ou bordados com lantejoulas metálicas ou mesmo com fios de ouro ou prata.
É neste contexto de luxo e sedução, que no século XIX toma força a “Linguagem do Leque” originaria provavelmente no século XVIII nas cortes francesas. Esta era um complicado sistema de posições e gesticulações que possibilitavam as damas se comunicar e flertar.
Desde meados do século XVIII a França foi principal fabricante de leques e adereços de luxo. Com o desgaste ocasionado pela Revolução Francesa na produção deste tipo de produto, entra no mercado, importado pela Inglaterra os leques orientais. Estes confeccionados em charão, sândalo ou marfim trazem geralmente estampas de caráter bucólico e cenas de vida cotidiana. Após a ascensão de Napoleão Bonaparte ao trono francês, a vida na corte toma outros rumos e a produção dos artefatos de luxo revigoram-se. Neste período os leques, bem como a moda por completo, inspiram-se nos ideais clássicos, sendo com cenas de faunos e bacantes, e nos modelos napoleônicos.
Com a queda de Napoleão e a restauração do governo da França nas mãos da monarquia e as mudanças realizadas na moda entre 1820 e 1830 com o aumento das saias e das mangas, o leque acompanha esta evolução duplicando seu tamanho anterior, passando de 15 para 30 centímetros. Com a indústria do luxo consolidada, a produção francesa gera raridade como leques em prata dourada, além de desenvolver maquinas de perfuração e gravação em osso e marfim. Nas décadas de 1830 e 1840, o leque manteve seu tamanho variando entre os 30 e 29 centímetros. A folha ou panache ainda era feita de papel ricamente decorado com aquarelas ou litogravuras por vezes pintadas e guarnecidas de prata dando assim um efeito todo especial ao desenho ilustrado.
Por volta de 1845 os leques, antes finos e longos, ganham mais forma nas varetas. Esta mudança deve-se ao primeiros leque “Mandarim” trazidos pelas casas de impostação inglesas de suas colônias na China.
Em 1850 a evolução antes descrita já se mostra forte nas oficinas dos melhores Eventelistes da Europa. Um formado mais oval é adotado e muito aceito. Esta vareta de formato modificado iria alongar-se quase fazendo desaparecer a folha do leque, mas em 1855 em diante a folha voltaria com força total.
Entre 1860 e 1870 os leques ganham decoração diferenciada nas folhas, que são agora, feitas de tafettá duplo com um forro de papel jornal liso e fino, que dá maior estabilidade ao tecido e alonga a durabilidade da peça. É neste período que também aparecem os primeiros leques com características inovadoras, como os leques de plumas, de penas exóticas, de rendas, de casco de tartaruga, entre outros.
De 1870 a 1890 as variações na estrutura dos leques não são significativas, apenas ocorrem mudanças no tamanho, que acompanha a evolução das mangas Mutton, em meados de 1895 e 1896. Nos anos seguintes numa movimento inverso o leque acompanha a moda e o estancar dos vestidos entre 1887 e 1900.
Evolução da estrutura
Na questão dos materiais, vemos uma diversidade infinda de materiais usados na confecções dos leques no século XIX. Para as estruturas a madeira foi a primeira a ser empregada na manufaturas de leques e abanos, mas foram o marfim e o osso, os mais antigos a serem usados, na confecção de estruturas de melhor qualidade voltado à elite. Entre 1730 e 1750, aparecem os primeiros leques de estrutura em madrepérola, que eram geralemnte lisas, e posteriormente gravadas e cobertas com folhas de prata ou ouro.
No alvorecer do século XIX, as técnicas subjacentes permanecem, e a confecção do leque ainda vai empregar os mesmos materiais e técnicas, até que em 1830, aparecem os leques feitos de “Tortoise Blonde” (casco de “tartaruga-loura”). A tartaruga vai ser desde então muito utilizada pelos Eventelistes (fabricantes e leques) do século XIX.
Evolução da folha
A “Folha”, parte que produz o vento no leque, também fora diversamente modificada na evolução do leque. Do século XVII até 1850, era em sua maioria feita em papel, previamente pintado e dobrado. Foi em meados de 1850 que a seda, gomada para ser mais preciso, passou a ser empregada na confecção dos leques. Mais tarde com o advento e o desenvolvimento da técnica de folha dupla com entermeio de papel, que se pode diversificar, e tecidos como o taffetá, o moireé, a gauze, a renda, entre outros passaram a fazer parte do repertório de tecidos, aplicado à manufatura das folhas.
A arte da plumaria começara a ser empregadas desde 1840 na decoração de leques com fios de marabout, inspirados nos leques mandarim. Em finais de 1860 e inicio de 1870 aparecem os primeiros modelos de leques de pluma de avestruz. Desde então ganhou fama e virou sinônimo de voluptuosidade e sedução, sendo muito requisitado e usado nas óperas, bailes, recepções, entre outras festividades até a década de 1930.
Curiosidade
Eis uma frase de Madame de Stäel, uma dama da sociedade francesa, a respeito do leque:
“Há tantos modos de se servir de um leque que se pode distinguir, logo à primeira vista, uma princesa de uma condessa, uma marquesa de uma routurière. Aliás, uma dama sem leque é como um nobre sem espada.”
Fonte: wikipédia
A dança cigana, particularmente além de extremamente sensual, está carregada de simbolismo. É incorporado o princípio do remelexo suave dos quadris, movimentos amplos dos braços e sensual das mãos.
A trilha sonora é composta por violinos, sanfonas, violões e pandeiros, num ritmo contagiante. As dançarinas usam saias rodadas, num colorido intenso e muitas bijouterias.
Aos homens cabe apenas apreciá-las ou, no máximo acompanhar o sedutor bailado.
A liberdade concedida pela dança, faz com que ela transmita uma energia incrível durante a realização da dança. Além de usar o seu próprio corpo para extravasar seus sentimentos, a dançarina recorre a objetivos de forte simbolismo e com eles cria algumas danças muito marcantes como:
Dança do Leque
Com um leque em punho e o olhar penetrante,
a dançarina expressa a mais pura sedução.
CIGANOS NA UMBANDA
Esta linha de trabalhos espirituais já é muito antiga dentro da Umbanda, e "carregam as falanges ciganas juntamente com as falanges orientais uma importância muito elevada, sendo cultuadas por todo um seguimento espírita e que se explica por suas próprias razões, elegendo a prioridade de trabalho dentro da ordem natural das coisas em suas próprias tendências e especialidades.
Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço.
A argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos ou por médiuns não ciganos e que se assim o fizessem deveriam faze-lo no idioma próprio de seu povo, é totalmente descabida e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua doutrina evangélica, até as impossíveis limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra divina do Criador e da justiça divina como se possível fosse, pretendendo questionar os desígnios da criação e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que nos lelevaria a inviabilização doutrinária. Bem como a eleger nossa estada na Terra como mera passagem e de grande prepotência discriminatória, destituindo lamentavelmente de legitimidade as obras divinas.
Outrossim, mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras, organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios que não nos é possível relatar. Obras existem, que dão conta de suas atuações dentro de seu plano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de suas encarnações terrenas. Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.
Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.
Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex-ciganos, que mantêm-se na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Guardiões e Guardiãs. O que existe são os Exus Ciganos e as Moças Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos de atuação, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos e individuais de identificação, assunto este que levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.
Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por ciganos diversos em planos de atuação diversos, porém, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais. Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.
Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carme, Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também. É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.
Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos conhecimento de para tanto. A razão é que a respeito sofremos de uma carência muito grande de informação sobre o assunto e a intenção é dividir o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento. Somos sabedores que muitas outras forças também existem e o que passamos neste trabalho são maneiras simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados, o que é bom deixar induvidosamente claro.
É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória é de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos. Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.
Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.
Para o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultua-lo no altar normal. Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferencia do cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e outra da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce. E sempre que possível derramar algumas gotas de azeite doce na pedra, deixando por três dias e depois limpá-la.
Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel. Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus.
As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral. Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos.
Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza. Deus então, preocupado em atende-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselha-las para o bem.
É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua..."
Trecho extraído do livro "Rituais e Mistérios do povo Cigano", de Nelson Pires Filho
Assim, numerosas correntes ciganas estão a serviço do mundo imaterial e carregam como seus sustentadores e dirigentes aqueles espíritos mais evoluídos e antigos dentro da ordem de aprendizado, confundindo-se muitas vezes pela repetição dos nomes comuns apresentados para melhor reconhecimento, preservando os costumes como forma de trabalho e respeito, facilitando a possibilidade de ampliar suas correntes com seus companheiros desencarnados e que buscam no universo astral seu paradeiro, como ocorre com todas as outras correntes do espaço.
A argumentação de que espíritos ciganos não deveriam falar por não ciganos ou por médiuns não ciganos e que se assim o fizessem deveriam faze-lo no idioma próprio de seu povo, é totalmente descabida e está em desarranjo total com os ensinamentos da espiritualidade sua doutrina evangélica, até as impossíveis limitações que se pretende implantar com essa afirmação na evolução do espírito humano e na lei de causa e efeito, pretendendo alterar a obra divina do Criador e da justiça divina como se possível fosse, pretendendo questionar os desígnios da criação e carregar para o universo espiritual nossas diminutas limitações e desinformação, fato que nos lelevaria a inviabilização doutrinária. Bem como a eleger nossa estada na Terra como mera passagem e de grande prepotência discriminatória, destituindo lamentavelmente de legitimidade as obras divinas.
Outrossim, mantêm-se as falanges ciganas, tanto quanto todas as outras, organizadas dentro dos quadros ocidentais e dos mistérios que não nos é possível relatar. Obras existem, que dão conta de suas atuações dentro de seu plano de trabalho, chegando mesmo a divulgar passagens de suas encarnações terrenas. Agem no plano da saúde, do amor e do conhecimento, suportam princípios magísticos e tem um tratamento todo especial e diferenciado de outras correntes e falanges.
Ao contrário do que se pensa os espíritos ciganos reinam em suas correntes preferencialmente dentro do plano da luz e positivo, não trabalhando a serviço do mau e trazendo uma contribuição inesgotável aos homens e aos seus pares, claro que dentro do critério de merecimento, tanto quanto qualquer outro espírito teremos aqueles que não agem dentro desse contexto e se encontram espalhados pela escuridão e a seus serviços, por não serem diferentes de nenhum outro espírito humano.
Trabalham preferencialmente na vibração da direita e aqueles que trabalham na vibração da esquerda, não são os mesmo espíritos de ex-ciganos, que mantêm-se na direita, como não poderia deixar de ser, e, ostentam a condição de Guardiões e Guardiãs. O que existe são os Exus Ciganos e as Moças Ciganas, que são verdadeiros Guardiões à serviço da luz nas trevas, como todo Guardião e Guardiã dentro de seus reinos de atuação, cada um com seu próprio nome de identificação dentro do nome de força coletivo, trabalhando na atuação do plano negativo à serviço da justiça divina, com suas falanges e trabalhadores, levando seus nomes de mistérios coletivos e individuais de identificação, assunto este que levaria uma obra inteira para se abordar e não se esgotaria.
Contudo, encontramos no plano positivo falanges diversas chefiadas por ciganos diversos em planos de atuação diversos, porém, o tratamento religioso não se difere muito e se mantêm dentro de algumas características gerais. Imenso é o número de espíritos ciganos que alcançaram lugar de destaque no plano espiritual e são responsáveis pela regência e atuação em mistérios do plano de luz e seus serviços, carregando a mística de seu povo como característica e identificação.
Dentro os mais conhecidos, podemos citar os ciganos Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros, da mesma forma as ciganas, como Esmeralda, Carme, Salomé, Carmensita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também. É imprescindível que se afirme que na ordem elencada dos nomes não existe hierarquia, apenas lembrança e critério de notoriedade, sem contudo, contrariar a notoriedade de todos os outros ciganos e ciganas, que são muitos e com o mesmo valor e importância.
Por sua própria razão diferenciada, também diferenciado como dissemos é a forma de cultuá-los, sem pretender em tempo algum estabelecer regras ou esgotar o assunto, o que jamais foi nossa pretensão, mesmo porque não possuímos conhecimento de para tanto. A razão é que a respeito sofremos de uma carência muito grande de informação sobre o assunto e a intenção é dividir o que conseguimos aprender a respeito deste seguimento e tratamento. Somos sabedores que muitas outras forças também existem e o que passamos neste trabalho são maneiras simples a respeito, sem entrar em fundamentos mais aprofundados, o que é bom deixar induvidosamente claro.
É importante que se esclareça, que a vinculação vibratória é de axé dos espíritos ciganos, tem relação estreita com as cores estilizadas no culto e também com os incensos, pratica muito utilizada entre ciganos. Os ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação é utilizada para velas em seu louvor. Uma das cores, a de vinculação raramente se torna conhecida, mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.
Os incensos são sempre utilizados em seus trabalhos e de acordo com o que se pretende fazer ou alcançar.
Para o cigano de trabalho se possível deve-se manter um altar separado do altar geral, o que não quer dizer que não se possa cultua-lo no altar normal. Devendo esse altar manter sua imagem, o incenso apropriado, uma taça com água e outra com vinho, mantendo a pedra da cor de preferencia do cigano em um suporte de alumínio, fazendo oferendas periódicas para ciganos, mantendo-o iluminado sempre com vela branca e outra da cor referenciada. Da mesma forma quando se tratar de ciganas, apenas alterando a bebida para licor doce. E sempre que possível derramar algumas gotas de azeite doce na pedra, deixando por três dias e depois limpá-la.
Os espíritos ciganos gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante fruta, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, podendo se encher jarras de vinho tinto com um pouco de mel. Podendo ainda fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal e leva-los ao forno, por alguns minutos, muitas flores silvestres, rosas, velas de todas as cores e se possível incenso de lótus.
As saias das ciganas são sempre muito coloridas e o baralho, o espelho, o punhal, os dados, os cristais, a dança e a música, moedas, medalhas, são sempre instrumentos magísticos de trabalho dos ciganos em geral. Os ciganos trabalham com seus encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, olhando por dentro das pessoas e dos seus olhos.
Uma das lendas ciganas, diz que existia um povo que vivia nas profundezas da terra, com a obrigação de estar na escuridão, sem conhecer a liberdade e a beleza. Um dia alguém resolveu sair e ousou subir às alturas e descobriu o mundo da luz e suas belezas. Feliz, festejou, mas ao mesmo tempo ficou atormentado e preocupado em dar conta de sua lealdade para com seu povo, retornou à escuridão e contou o que aconteceu. Foi então reprovado e orientado que lá era o lugar do seu povo e dele também. Contudo, aquele fato gerou um inconformismo em todos eles e acreditando merecerem a luz e viver bem, foram aos pés de Deus e pediram a subida ao mundo dos livres, da beleza e da natureza. Deus então, preocupado em atende-los, concedeu e concordou com o pedido, determinando então, que poderiam subir à luz e viver com toda liberdade, mas não possuiriam terra e nem poder e em troca concedia-lhes o Dom da adivinhação, para que pudessem ver o futuro das pessoas e aconselha-las para o bem.
É muito comum usar-se em trabalhos ciganos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes e escolher datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua..."
Trecho extraído do livro "Rituais e Mistérios do povo Cigano", de Nelson Pires Filho
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