A mesma observação que já por algumas vezes fiz, fica valendo aqui, ou seja, são inúmeras as interpretações dadas para a vida dessa magnânima Entidade Espiritual chamada Wladimir, um Cigano que tem seu nome respeitado e, talvez, ao lado de Santa Sarah, seja a Entidade mais cultuada dentro da chamada Linha do Oriente ou Povo do Oriente. Por essa sua popularidade e, mais que tudo, como gratidão ao seu bondoso Espírito, sempre protetor e amigo em nossa vida pessoal, é que resolvi falar um pouco dele aqui.
Escolhi duas das histórias mais correntes, a primeira versão, muito antiga por sinal e que corre de boca em boca, diz que Wladimir apaixonou-se perdidamente uma Cigana de sua Tribo, só que esse sentimento pela tal Cigana também surgiu dentro do coração de seu irmão. Para decidir a questão, o irmão de Wladimir propôs um duelo em que ambos disputariam a amada.
Para não fugir à tradição, conta-se que Wladimir aceitou a proposta e dirigiu-se então para o tal duelo, porém, na hora exata de desfechar o golpe, percebeu ele que levaria vantagem, só que essa vantagem significava a possibilidade de matar o próprio irmão. Aí, então, Wladimir tem uma reação totalmente surpreendente para todos que assistiam o duelo, ou seja, não agrediu, ao contrário, não esboçou qualquer reação e, assim então, acabou sendo apunhalado pelo próprio irmão, caindo morto em seguida.
A continuidade da história tem um desfecho um tanto quanto trágico, pois a tal Cigana vendo seu amado caído no chão, morto com um punhal cravado no peito, caiu por sobre seu corpo e chorando retirou o punhal do peito de Wladimir , cravando-o em seguida em seu próprio peito, ato este que culminou, também, em sua morte.
Outra versão, essa enviada por uma amiga e pesquisadora de Cultura Egípcia e Cigana. Segundo essa amiga a versão a seguir chegou até ela contata por uma Cigana mesmo, ou seja pessoa de etnia Cigana.
Conta-se que o Cigano Wladimir era de origem eslava (Indo-Européia), e que se apaixonou perdidamente por Esmeralda, que assim a chamavam por gostar de trabalhar em magia de cura com pedras verdes (a pedra Esmeralda é verde!) e também gostava desta pedra para o seu uso pessoal, por isto esse apelido; mas ela se casou com outro, pois já estava prometida. Wladimir se desesperou e começou a beber descontroladamente.
Mais tarde, um pouco conformado, mas ainda apaixonado, passa a trabalhar com magia para unir os casais. Muitos anos depois, com eles já um pouco idosos, eles se unem, mas ficam pouco tempo juntos, pois ela logo morre.
Seja de que forma for, queridos leitores, o fato é que Wladimir é hoje uma Entidade de muita luz, sempre evocada com muito carinho por todos os amantes da Cultura Cigana, principalmente por aqueles que mantém algum tipo de ligação, volto a dizer, com as gloriosas Entidades Espirituais Ciganas, hoje brilhando como pontos luminosos, na Estrada de Estrelas do Espaço Infinito.
CIGANO WLADIMIR,era moreno-claro, de olhos e cabelos pretos.
Wladimir usava roupas diferentes, conforme a fase da lua.
O detalhe constante nessas roupas é que a calça era sempre da mesma cor do colete de veludo que ele vestia por cima da blusa.
Na Lua cheia ele usava blusão vermelho com colete e calça azul-turquesa; na Lua crescente, blusão branco, colete e calça brancos rebordados com fios de prata;
na Lua nova, blusão azul-turquesa, colete e calça vermelhos rebordados com pedras coloridas; e,
na Lua minguante, blusão branco de mangas compridas, colete e calça marrons e uma faixa branca na cintura.
Em todas as fases da Lua ele usava na cintura uma faixa branca, na qual trazia o seu punhal de prata.
SEUS ADEREÇOS
O lenço que Wladimir usava na cabeça era de cores diferentes, conforme a fase da Lua.
Era azul na Lua cheia, branco no quarto crescente e vermelho na Lua nova.
Na orelha esquerda ele trazia uma argola de ouro e, no pescoço, um cordão de ouro com um medalhão antigo de seu clã.
SUA MAGIA
O Cigano Wladimir aprendeu a tocar violino com seis anos de idade.
Hoje, quando chega à Terra como espírito,pede logo o seu violino e começa a tocar antigas músicas eslavas.
Um detalhe importante: quem tem esse Cigano na aura não precisa saber tocar violino, pois, ao chegar, ele traz a essência da música.
A FAMILIA DO CIGANO WLADIMIR
Tudo que sabemos sobre a família do Cigano Wladimir é que, quando ele tinha três meses de vida, seus pais morreram. Sabemos que isso ocorreu em uma tragédia, mas não sabemos como ela se deu; isso é um mistério guardado a sete chaves.
Sabemos que a família era numerosa, mas só escaparam da tragédia a Cigana Wlanira e seus irmãos gêmeos, Wladimir e Wlanasha. Foi Wlanira quem criou as crianças, dando-lhes o carinho e o amor de irmã e de mãe. Ela se juntou a um grupo de nômades e formou com eles uma só família cigana no mundo.
O tempo passou e os gêmeos cresceram. Ao completar 13 anos, Wlanasha casou-se com o Cigano Turmanof e, nos anos seguintes, teve três filhos: Ludimilha, Úrsula e Revek Turmanof.
Seis anos depois do casamento da irmã, quando já contava 19 anos de idade, Wladimir veio a se casar com a Cigana Singuala, seguindo as antigas tradições e o ritual cigano. Após um ano de casamento, nasceu sua filha Raiza Singuala e, três anos depois, o menino Wladivisk, assim formou-se a família do Cigano Wladimir.
Raiza Singuala não chegou a se casar, pois fez a passagem com 13 anos. Wladivisk também não formou família, pois desencarnou cedo, com 18 anos. Por coincidência, ele passou para o mundo espiritual no mesmo dia em que a irmã havia falecido anos antes.
Os filhos de Wlanasha construíram novas famílias. Ludimilha casou-se com o Cigano Baruque e teve um filho que se chamou Landufo.
Úrsula casou-se com o Cigano Nabel e deu à luz onze filhos. O primeiro foi Helânio. Depois vieram, pela ordem de nascimento, a menina Indra; o menino Latâncio; as meninas Urânia, Ruda e as gêmeas Nadja e Inajá; os meninos Narciso e Pompilho; a menina Romana e o menino Laio.
Revek Turmanof casou-se com a Cigana Iudi, que deu à luz cinco filhos, na seguinte ordem: as meninas Roshana e Zarda, o menino Zuriel e as meninas Hosana e Islena.
Esse é o mistério de Wladimir.
Trecho retirado do livro:
“Ciganos do Passado, Espíritos do Presente –
Ana da Cigana Natasha- PALLAS EDTORA
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
AS ENTIDADES CIGANAS NA UMBANDA
São entidades que há muito tempo trabalham na Umbanda, mas normalmente se manifestam sob domínio de outras linhas como a linha da esquerda, a linha do oriente, entre outras. Isso é possível pelo fato da energia de trabalho ser a mesma, o que muda é a forma de manipular os fluídos, uma vez que os ciganos usam uma relação material, energética, elementar e natural, assim como o povo da esquerda, enquanto que o povo do Oriente manipula essas elementos através de seu magnetismo espiritual.
Sempre se faz necessário deixar claro que uma coisa é ‘Magia do Povo Cigano’, ou ‘Magia Cigana’, e outra coisa bem diferente são as Entidades de Umbanda que se manifestam nesta linha de trabalho. Existe uma pequena semelhança somente no poder da Magia, mas suas atuações são bem diferentes pois as Entidades de Umbanda trabalham sob domínio da Lei e dos Orixás, conhecem Magia como ninguém e, principalmente, não vendem soluções ou adivinhações.
Entre as legiões de Ciganos os nomes mais conhecidos são: Cigano Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros. Da mesma forma temos as ciganas, como: Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.
Os espíritos que se manifestam como Ciganos na Umbanda não trabalham a serviço do mal ou para resolver nossos problemas a qualquer custo, mas é importante saber que eles dominam a MAGIA e preservam a LIBERDADE e ,tanto quanto em qualquer outra linha de trabalho da Umbanda, teremos aqueles espíritos que não agem dentro do contexto da Lei, os chamados ‘quiumbas’, que se encontram espalhados pela escuridão e a serviço das Trevas. Portanto, é imprescindível o bom nível espiritual do médium para trabalhar com essa linha para que não atraia esses tipos de espíritos pela Lei da Afinidade.
Os Ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada Cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação. Uma das cores, a de vinculação vibracional, raramente se torna conhecida mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.
É muito comum os Ciganos usarem em seus trabalhos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes, baralho, espelho, dados, moedas, medalhas e até as próprias saias das ciganas, que são sempre muito coloridas, como grandes instrumentos magísticos de trabalho.
Os Ciganos são dotados de uma sabedoria esplendorosa, trabalham com lindos encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, escolhendo datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua.
Gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante música, dança, frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, com jarras de vinho tinto com um pouco de mel e ainda podemos fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal ou mel. Não podemos esquecer: flores silvestres, muitas rosas, velas de todas as cores e, se possível, incenso de lótus.
Adoram fogueiras onde dançam e cantam a noite toda, aproveitando do poder das salamandras para consumir todo o negativismo e acender a chama interna de cada Ser.
Os Ciganos têm em Santa Sara Kali as orientações necessárias para o bom andamento das missões espirituais.
Salve o Povo Cigano!
Símbolos Ciganos
TAÇA – simboliza união e receptividade. Qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho em uma única taça, que representa valor e comunhão eterna.
CHAVE – simboliza as soluções. É usada para atrair boas soluções de problemas. O símbolo da chave, quando em trabalho, costuma atrair sucesso e riquezas.
ÂNCORA – simboliza segurança. É usado para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, financeiro e para se livrar de perdas materiais.
FERRADURA – simboliza energia e sorte. É usado para atrair energia positiva e boa sorte. A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta a má sorte.
LUA – simboliza a magia e os mistérios. A lua é usada geralmente pelas ciganas para atrair percepção, o poder feminino, a cura e o exorcismo, atentando-se sempre para as fases: nova, crescente, cheia e minguante. A lua cheia é o maior elo de ligação com o sagrado, sendo chamada de madrinha. As grandes festas sempre acontecem nas noites de lua cheia.
MOEDA – simboliza proteção e prosperidade. É usada contra energias negativas e para atrair dinheiro. A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada às riquezas materiais e espirituais, que são representadas pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual.
PUNHAL – simboliza a força, o poder, vitória e superação. É muito usado nos rituais de magia, tem o poder de transmutar energias. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, um dos grandes símbolos de superação e pioneirismo, além da roda. O punhal também é usado nas cerimônias ciganas de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos e em seguida os pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só.
TREVO – simboliza a boa sorte. É o símbolo mais tradicional de boa sorte, traz felicidade e fortuna. É raro encontrar um trevo de quatro folhas na natureza, mas quando se encontra pode-se esperar sempre prosperidade.
RODA – simboliza o ciclo da vida. A Samsara representa o ir e vir, o circular, o passar por diversos estados, o ciclo da vida, morte e renascimento. É usada para atrair a grande consciência, a evolução, o equilíbrio, é o grande símbolo cigano e é representado pela roda dos vurdón que gira. Samsara (sânscrito) – Literalmente significa “viajando”, o ciclo de existências, uma sucessão de renascimentos que um ser segue através de vários modos de existências até que alcance a liberação. Vurdón (romanês ou romani – dialeto cigano) significa “carroção”.
CORUJA – simboliza “o ver totalmente”. É usado para ampliar a percepção com a sabedoria possibilitando ver a totalidade: o consciente e o inconsciente.
ORAÇÃO A SANTA SARA
Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Senhora, protetora dos Ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo proteja-nos e ilumine nossas caminhadas.
Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos.
Ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Ajude os necessitados, dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranquilos.
Santa Sara, que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar neste momento. Dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida. Santa Sara milagrosa, protetora do Povo Cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus.
Muito Axé a todos!
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
Sempre se faz necessário deixar claro que uma coisa é ‘Magia do Povo Cigano’, ou ‘Magia Cigana’, e outra coisa bem diferente são as Entidades de Umbanda que se manifestam nesta linha de trabalho. Existe uma pequena semelhança somente no poder da Magia, mas suas atuações são bem diferentes pois as Entidades de Umbanda trabalham sob domínio da Lei e dos Orixás, conhecem Magia como ninguém e, principalmente, não vendem soluções ou adivinhações.
Entre as legiões de Ciganos os nomes mais conhecidos são: Cigano Pablo, Wlademir, Ramirez, Juan, Pedrovick, Artemio, Hiago, Igor, Vitor e tantos outros. Da mesma forma temos as ciganas, como: Esmeralda, Carmem, Salomé, Carmencita, Rosita, Madalena, Yasmin, Maria Dolores, Zaira, Sunakana, Sulamita, Wlavira, Iiarin, Sarita e muitas outras também.
Os espíritos que se manifestam como Ciganos na Umbanda não trabalham a serviço do mal ou para resolver nossos problemas a qualquer custo, mas é importante saber que eles dominam a MAGIA e preservam a LIBERDADE e ,tanto quanto em qualquer outra linha de trabalho da Umbanda, teremos aqueles espíritos que não agem dentro do contexto da Lei, os chamados ‘quiumbas’, que se encontram espalhados pela escuridão e a serviço das Trevas. Portanto, é imprescindível o bom nível espiritual do médium para trabalhar com essa linha para que não atraia esses tipos de espíritos pela Lei da Afinidade.
Os Ciganos usam muitas cores em seus trabalhos, mas cada Cigano tem sua cor de vibração no plano espiritual e uma outra cor de identificação. Uma das cores, a de vinculação vibracional, raramente se torna conhecida mas a de trabalho deve sempre ser conhecida para prática votiva das velas, roupas, etc.
É muito comum os Ciganos usarem em seus trabalhos moedas antigas, fitas de todas as cores, folha de sândalo, punhal, raiz de violeta, cristal, lenços coloridos, folha de tabaco, tacho de cobre, de alumínio, cestas de vime, pedras coloridas, areia de rio, vinho, perfumes, baralho, espelho, dados, moedas, medalhas e até as próprias saias das ciganas, que são sempre muito coloridas, como grandes instrumentos magísticos de trabalho.
Os Ciganos são dotados de uma sabedoria esplendorosa, trabalham com lindos encantamentos e magias e os fazem por força de seus próprios mistérios, escolhendo datas certas em dias especiais sob a regência das diversas fases da Lua.
Gostam muito de festas e todas elas devem acontecer com bastante música, dança, frutas, todas que não levem espinhos de qualquer espécie, com jarras de vinho tinto com um pouco de mel e ainda podemos fatiar pães do tipo broa, passando em um de seus lados molho de tomate com algumas pitadas de sal ou mel. Não podemos esquecer: flores silvestres, muitas rosas, velas de todas as cores e, se possível, incenso de lótus.
Adoram fogueiras onde dançam e cantam a noite toda, aproveitando do poder das salamandras para consumir todo o negativismo e acender a chama interna de cada Ser.
Os Ciganos têm em Santa Sara Kali as orientações necessárias para o bom andamento das missões espirituais.
Salve o Povo Cigano!
Símbolos Ciganos
TAÇA – simboliza união e receptividade. Qualquer líquido cabe nela e adquire sua forma. Tanto que, no casamento cigano, os noivos tomam vinho em uma única taça, que representa valor e comunhão eterna.
CHAVE – simboliza as soluções. É usada para atrair boas soluções de problemas. O símbolo da chave, quando em trabalho, costuma atrair sucesso e riquezas.
ÂNCORA – simboliza segurança. É usado para trazer segurança e equilíbrio no plano físico, financeiro e para se livrar de perdas materiais.
FERRADURA – simboliza energia e sorte. É usado para atrair energia positiva e boa sorte. A ferradura representa o esforço e o trabalho. Os ciganos têm a ferradura como poderoso talismã, que atrai a boa sorte, a fortuna e afasta a má sorte.
LUA – simboliza a magia e os mistérios. A lua é usada geralmente pelas ciganas para atrair percepção, o poder feminino, a cura e o exorcismo, atentando-se sempre para as fases: nova, crescente, cheia e minguante. A lua cheia é o maior elo de ligação com o sagrado, sendo chamada de madrinha. As grandes festas sempre acontecem nas noites de lua cheia.
MOEDA – simboliza proteção e prosperidade. É usada contra energias negativas e para atrair dinheiro. A moeda é associada ao equilíbrio e à justiça e relacionada às riquezas materiais e espirituais, que são representadas pela cara e coroa. Para os ciganos, cara é o ouro físico, e coroa, o espiritual.
PUNHAL – simboliza a força, o poder, vitória e superação. É muito usado nos rituais de magia, tem o poder de transmutar energias. Os ciganos também usavam o punhal para abrir matas, sendo então, um dos grandes símbolos de superação e pioneirismo, além da roda. O punhal também é usado nas cerimônias ciganas de noivado e casamento, onde é feito um corte nos pulsos dos noivos e em seguida os pulsos são amarrados em um lenço vermelho, representando a união de duas vidas em uma só.
TREVO – simboliza a boa sorte. É o símbolo mais tradicional de boa sorte, traz felicidade e fortuna. É raro encontrar um trevo de quatro folhas na natureza, mas quando se encontra pode-se esperar sempre prosperidade.
RODA – simboliza o ciclo da vida. A Samsara representa o ir e vir, o circular, o passar por diversos estados, o ciclo da vida, morte e renascimento. É usada para atrair a grande consciência, a evolução, o equilíbrio, é o grande símbolo cigano e é representado pela roda dos vurdón que gira. Samsara (sânscrito) – Literalmente significa “viajando”, o ciclo de existências, uma sucessão de renascimentos que um ser segue através de vários modos de existências até que alcance a liberação. Vurdón (romanês ou romani – dialeto cigano) significa “carroção”.
CORUJA – simboliza “o ver totalmente”. É usado para ampliar a percepção com a sabedoria possibilitando ver a totalidade: o consciente e o inconsciente.
ORAÇÃO A SANTA SARA
Santa Sara, minha protetora, cubra-me com seu manto celestial. Afaste as negatividades que porventura estejam querendo me atingir. Senhora, protetora dos Ciganos, sempre que estivermos nas estradas do mundo proteja-nos e ilumine nossas caminhadas.
Santa Sara, pela força das águas, pela força da Mãe-Natureza, esteja sempre ao nosso lado com seus mistérios. Nós, filhos dos ventos, das estrelas, da lua cheia e do Pai, só pedimos a sua proteção contra os inimigos.
Ilumine nossas vidas com seu poder celestial, para que tenhamos um presente e um futuro tão brilhantes, como são os brilhos dos cristais. Ajude os necessitados, dê luz para os que vivem na escuridão, saúde para os que estão enfermos, arrependimento para os culpados e paz para os intranquilos.
Santa Sara, que o seu raio de paz, de saúde e de amor possa entrar em cada lar neste momento. Dê esperança de dias melhores para essa humanidade tão sofrida. Santa Sara milagrosa, protetora do Povo Cigano, abençoe a todos nós, que somos filhos do mesmo Deus.
Muito Axé a todos!
Escrito por Mãe Mônica Caraccio
domingo, 30 de janeiro de 2011
POVO CIGANO,MAGIA,ENCANTO E BELEZA
Diversos pesquisadores, entre eles Charles G. Leland e Raymond Buckland, já estudaram as magias e encantamentos utilizados por esse povo. Eles têm uma grande conexão com antigos rituais em que entram em estado de transe, utilizando esse procedimento para atingir seus objetivos. E o fazem sem deixar de lado sua devoção ao catolicismo, exaltado por vários ciganos e que muitas tribos do leste europeu usaram como pretexto para suas peregrinações durante os séculos XVI e XVII.
Há muito tempo que os ciganos vêem e usam as energias místicas naturais para atingir seus objetivos, mas sem cair no estabelecimento de uma religião sexista, pois os ciganos são, antes de tudo, unidos por sua sabedoria e tradição. Em várias magias ocorre a invocação das forças naturais como os elementais (ar, água, fogo, terra) usadas para os mais diversos fins. Isso é mostrado por Leland em vários encantamentos nos quais não só as forças dos elementos, mas dos rios e paragens, são utilizados pelos ciganos para curar queimaduras de criança ou para achar coisas perdidas e roubadas. Além, é claro, das simpatias e amuletos ciganos, comentado, nos livros de Buckland e Pierre Derlon.
Para o "povo da estrada", a própria Terra é um lugar sagrado e mágico, contudo distante das visões do teo-matriarcalismo wiccano. Observando o mundo à sua volta e unindo a sabedoria dos seus anciãos, eles aprenderam a ler a sorte e conhecer o futuro nas mãos e no rosto das pessoas, e ganharam notoriedade fazendo isso, principalmente pelos acertos que obtêm. Para eles, esse é um dom natural que remete às antigas artes védicas da quiromancia e fisiognomonia.
A magia é algo que não é para ser aprendido pelo cigano, mas faz parte do seu dia-a-dia. Desde o ar que respira à sua comida, da água que sacia a sede aos animais que o acompanham em sua jornada pelas várias estradas em que segue a sua eterna peregrinação, tudo é magia. E algumas vezes determinados eventos levam ao surgimento de pessoas que se sobressaem: as bruxas e feiticeiros ciganos. Todo cigano que se preze sabe um pouco da magia de seu povo, e entre os ciganos obviamente existem aqueles que nascem com determinados dons, revelados por meio de marcas no corpo e por meio de certas coincidências na vida dessa pessoa. Quando isso ocorre, ela é preparada para assumir as responsabilidades que fazem parte do seu destino.
As mulheres são conhecidas em alguns grupos como sh'uvanis, e os homens como kakus. São pessoas especiais que têm, entre os vários dons que possuem, a capacidade de prever o futuro e de curar doenças para as quais a medicina não encontra respostas. É a eles que os ciganos recorrem quando precisam de aconselhamento, uma vez que, segundo suas crenças, essas pessoas especiais estão em contato direto com “A Fonte”. Apesar da profunda crença nas forças mágicas e nas leis espirituais, o povo cigano é um profundo conhecedor e devoto dos santos católicos, aos quais dedicam uma atenção especial. Mas nada é tão especial e mágico para um cigano como o culto a Sara Kali.
A mulher cigana precisa estar sempre energizada, então anda descalça para ter maior contato com a terra e, assim, fortalecer o seu corpo. A mulher é considerada o alicerce da família e sua responsabilidade aumenta mais quando tem um filho. Não ser mãe é um pecado quase que mortal para a mulher cigana.
Os ciganos preservam e usam muito os quatro elementos fundamentais da natureza – Terra, Fogo, Água e Ar – nos seus rituais. Para eles, o Fogo é muito importante, porque queima a negatividade e ilumina a positividade. Um objeto que concentra os quatro elementos e que é muito usado por este povo é a vela. A Água e a Terra são representadas pela cera e o pavio. O Fogo é a chama e o Ar (oxigênio) a mantém viva (acesa).
Além da Quiromancia (leitura das mãos), as ciganas podem exercitar a vidência através de vários objetos como pedras, moedas, borra de café, copo d’água, bola de cristal, jogos de carta e Tarô. Os ciganos acreditam que Belkarrana (deuses) os colocou no mundo para praticar o dom da adivinhação com a finalidade de ajudar seus semelhantes. Mas são as ciganas que mais exercem esse privilégio. Aos sete anos, elas aprendem a ler a sorte e depois de mais de sete anos seguidos, elas saem às ruas para atender as pessoas. As ciganas transmitem energia pelo olhar e recebem a mensagem das pessoas pelo olho místico, que se encontra localizado no meio da testa e na palma da mão. Esse dom da adivinhação não é usado somente para prever o futuro, como também para detectar algum problema de saúde. Para manter esse dom, a mulher cigana não deve nunca cortas os cabelos porque,ao faze-lo, terá sua força energética diminuída.
No casamento são usados os mesmos símbolos do noivado: os dois punhais, o lenço vermelho, vinho, pão, sal e uma taça de cristal. O vinho é para garantir a alegria permanente do casal, o pão e o sal representam a união, a taça de cristal é para que a harmonia se mantenha presente e o punhal serve para a comunhão do sangue.
No acampamento tudo é agitação... os homens montam a fogueira, preparam o vinho e afinam seus violinos e acordeons. As mulheres enfeitam as mesas, carroções, preparam suas roupas, pandeiros, fitas, lenços... No ar, o delicioso aroma de suas receitas especiais espalha por todo lado o cheiro de festa. A noite será longa... os ciganos se reúnem mais uma vez, para comemorar... a vida!!!"
A tradição cigana é cheia de mistérios e um dos mais facilmente reconhecido é o mistério da dança, que junto com a música desse povo...Enfeitiça... A dança para os ciganos é uma forma de liberar as emoções interiores, de dar vazão aos sentimentos e intimas necessidades através de movimentos corporais. Ou porque esta feliz e quer festejar, brincar e se divertir, ou porque esta querendo agradar e agradecer aos deuses.
O bater das castanholas, do som das palmas que espantam a negatividade. Este é o verdadeiro dançar da alma. O homem quando dança com as mulheres apenas reforça, com a sua presença as figuras femininas, pois é uma proteção para elas. Os ciganos dançam nas festas, a dança é livre, sem regras. Cada um se diverte como quer, nunca se esquecendo o recato, os limites entre homens e mulheres.
Brincos e pulseiras a tilintar, saias coloridas e pés descalços a rodopiar, mão em volteios estonteantes como o brilho nos olhos da cigana...Cena que contagia a todos, e nesse momento, a magia é tão presente que tudo parece parar para reverenciar a vida que pulsa forte em cada acorde de música...Não há tempo nem espaço, há apenas, à vontade de dançar... É a alegria do reencontro. A força, a espontaneidade e a alegria, aquela capacidade única dos ciganos de transformar as adversidades da vida numa energia profunda, numa experiência autêntica e libertadora reequilibrando as forças numa consciência interior mais forte e cúmplice é tão só expressada numa dança, beleza, ritimo, magia e encanto quase que libidinosamente excitante!
Os movimentos observados na dança cigana são resultantes da sua influência indiana, onde o girar das mãos, a inclinação da cabeça e a postura ereta chamam atenção. Os movimentos são baseados da cintura para cima, meneios de ombros, inclinação da cabeça, giro de punhos e mãos, postura ereta, braços à frente do corpo ou acima da cabeça e movimentos que completem sempre círculos (para os ciganos a vida é um ciclo). A dança como forma de oração por si só, se basta. É importante dizer que como trabalhamos o tempo todo com as energias da natureza e a nossa própria, devemos respeitar seus significados e ter responsabilidade com que o que pedimos e queremos representar, pois a dança cigana é um ritual, assim seus pedidos podem ser atendidos.
Dizem o antigos, que os ciganos dançam para atingir o êxtase do fluido energético que os levam de encontro com a verdadeira essência da Deusa e do Deus interior e superior. Por isso, dificilmente, os ciganos fazem coreografias; dançam soltos e livres, colocando em cada movimento suas emoções. A graça está em cada pessoa ouvir a voz do seu coração e permitir que se conduza levemente, tranqüilamente, pois só dessa maneira, consegue sentir sua alma. A dança é a magia, e a alegria de nosso povo, o mistério através dos passos e movimentos que saúdam, invocam e fazem Fluir a mais bela e elevada vibração energética!
Para o cigano, os movimentos de braços e de mãos descrevem os sentimentos mais profundos em relação a cada tema executado. Conforme o sentimento a ser passado pela dança interpretada, as mãos e os braços desenham coreograficamente símbolos que traduzem cada emoção implícita no estilo, executado. Como por exemplo: a rotação de mãos para fora traduzem a doação da energia interior transmitida à terra, a outrem e ao cosmo. Quando a rotação é realizada para dentro, traduzem o recebimento ou à busca da energia vinda da terra, de outrem ou do mundo divino. Os movimentos circulares traduzem em sua maioria, as energias ou sentimentos em movimento, em ação contínua. Os movimentos mais retos simbolizam em sua maioria, as ações diretas ou finalizadas.
A dança cigana caracteriza a ligação e a comunhão do Homem com o Divino. Expressam os sentimentos mais profundos para com os seus e para com o mundo considerado sagrado. Dentre os ritos de maior importância, temos: Culto aos Antepassados, Slavas, Casamentos, batizados e outros. É importante sabermos que pela intimidade em que se caracteriza o Culto aos Antepassados, essa categoria não é levada à cena a não ser de forma estritamente estilizada, assim como alguns outros estilos pertencentes a essa categoria. Sendo interpretadas com autenticidade somente nos lares ciganos, em festas consideradas íntimas.
Apesar dos ciganos não terem uma religião propriamente dita (como povo nômade, sempre absorveu os costumes dos povos visitados...) existe toda uma tradição de Mistérios entre nossas práticas. Muito se fala sobre os ciganos e pouquíssimo se conhece. Existe uma profunda correspondência entre o paganismo ocidental e a cultura cigana.
Uma vez por ano, ciganos de diversas partes do mundo se dirigem até Saintes-Maries-de-la-Mer, no sul da França, para homenagear Santa Sarah. Segundo a tradição, Sarah era uma cigana que vivia em uma pequena cidade à beira-mar quando a tia de Jesus, Maria Salomé, chegou ali com outros refugiados para escapar das perseguições romanas. Apesar de hoje existirem ciganos cristãos, a grande maioria ainda mantém o culto ao divino casal, Devel e Kali (respectivamente o deus e a deusa). Uma das manifestações dos deuses é Belkarrana, uma divindade andrógina, em romani significando deus bom. Mas como as primeiras caravanas ciganas entraram na Europa por volta do século XV, muitos de nossos costumes foram também camuflado. Um exemplo disse é o culto a "Santa" Sara Kali.
É fácil identificar Sarah como mais uma das muitas virgens negras que podem ser encontradas no mundo. Sara-la-Kali, diz a tradição, vinha de uma nobre linhagem e conhecia os segredos do mundo. Seria, no meu entender, mais uma das muitas manifestações do que chamam a Grande Mãe, a Deusa da Criação.
fonte: blogs abril
Há muito tempo que os ciganos vêem e usam as energias místicas naturais para atingir seus objetivos, mas sem cair no estabelecimento de uma religião sexista, pois os ciganos são, antes de tudo, unidos por sua sabedoria e tradição. Em várias magias ocorre a invocação das forças naturais como os elementais (ar, água, fogo, terra) usadas para os mais diversos fins. Isso é mostrado por Leland em vários encantamentos nos quais não só as forças dos elementos, mas dos rios e paragens, são utilizados pelos ciganos para curar queimaduras de criança ou para achar coisas perdidas e roubadas. Além, é claro, das simpatias e amuletos ciganos, comentado, nos livros de Buckland e Pierre Derlon.
Para o "povo da estrada", a própria Terra é um lugar sagrado e mágico, contudo distante das visões do teo-matriarcalismo wiccano. Observando o mundo à sua volta e unindo a sabedoria dos seus anciãos, eles aprenderam a ler a sorte e conhecer o futuro nas mãos e no rosto das pessoas, e ganharam notoriedade fazendo isso, principalmente pelos acertos que obtêm. Para eles, esse é um dom natural que remete às antigas artes védicas da quiromancia e fisiognomonia.
A magia é algo que não é para ser aprendido pelo cigano, mas faz parte do seu dia-a-dia. Desde o ar que respira à sua comida, da água que sacia a sede aos animais que o acompanham em sua jornada pelas várias estradas em que segue a sua eterna peregrinação, tudo é magia. E algumas vezes determinados eventos levam ao surgimento de pessoas que se sobressaem: as bruxas e feiticeiros ciganos. Todo cigano que se preze sabe um pouco da magia de seu povo, e entre os ciganos obviamente existem aqueles que nascem com determinados dons, revelados por meio de marcas no corpo e por meio de certas coincidências na vida dessa pessoa. Quando isso ocorre, ela é preparada para assumir as responsabilidades que fazem parte do seu destino.
As mulheres são conhecidas em alguns grupos como sh'uvanis, e os homens como kakus. São pessoas especiais que têm, entre os vários dons que possuem, a capacidade de prever o futuro e de curar doenças para as quais a medicina não encontra respostas. É a eles que os ciganos recorrem quando precisam de aconselhamento, uma vez que, segundo suas crenças, essas pessoas especiais estão em contato direto com “A Fonte”. Apesar da profunda crença nas forças mágicas e nas leis espirituais, o povo cigano é um profundo conhecedor e devoto dos santos católicos, aos quais dedicam uma atenção especial. Mas nada é tão especial e mágico para um cigano como o culto a Sara Kali.
A mulher cigana precisa estar sempre energizada, então anda descalça para ter maior contato com a terra e, assim, fortalecer o seu corpo. A mulher é considerada o alicerce da família e sua responsabilidade aumenta mais quando tem um filho. Não ser mãe é um pecado quase que mortal para a mulher cigana.
Os ciganos preservam e usam muito os quatro elementos fundamentais da natureza – Terra, Fogo, Água e Ar – nos seus rituais. Para eles, o Fogo é muito importante, porque queima a negatividade e ilumina a positividade. Um objeto que concentra os quatro elementos e que é muito usado por este povo é a vela. A Água e a Terra são representadas pela cera e o pavio. O Fogo é a chama e o Ar (oxigênio) a mantém viva (acesa).
Além da Quiromancia (leitura das mãos), as ciganas podem exercitar a vidência através de vários objetos como pedras, moedas, borra de café, copo d’água, bola de cristal, jogos de carta e Tarô. Os ciganos acreditam que Belkarrana (deuses) os colocou no mundo para praticar o dom da adivinhação com a finalidade de ajudar seus semelhantes. Mas são as ciganas que mais exercem esse privilégio. Aos sete anos, elas aprendem a ler a sorte e depois de mais de sete anos seguidos, elas saem às ruas para atender as pessoas. As ciganas transmitem energia pelo olhar e recebem a mensagem das pessoas pelo olho místico, que se encontra localizado no meio da testa e na palma da mão. Esse dom da adivinhação não é usado somente para prever o futuro, como também para detectar algum problema de saúde. Para manter esse dom, a mulher cigana não deve nunca cortas os cabelos porque,ao faze-lo, terá sua força energética diminuída.
No casamento são usados os mesmos símbolos do noivado: os dois punhais, o lenço vermelho, vinho, pão, sal e uma taça de cristal. O vinho é para garantir a alegria permanente do casal, o pão e o sal representam a união, a taça de cristal é para que a harmonia se mantenha presente e o punhal serve para a comunhão do sangue.
No acampamento tudo é agitação... os homens montam a fogueira, preparam o vinho e afinam seus violinos e acordeons. As mulheres enfeitam as mesas, carroções, preparam suas roupas, pandeiros, fitas, lenços... No ar, o delicioso aroma de suas receitas especiais espalha por todo lado o cheiro de festa. A noite será longa... os ciganos se reúnem mais uma vez, para comemorar... a vida!!!"
A tradição cigana é cheia de mistérios e um dos mais facilmente reconhecido é o mistério da dança, que junto com a música desse povo...Enfeitiça... A dança para os ciganos é uma forma de liberar as emoções interiores, de dar vazão aos sentimentos e intimas necessidades através de movimentos corporais. Ou porque esta feliz e quer festejar, brincar e se divertir, ou porque esta querendo agradar e agradecer aos deuses.
O bater das castanholas, do som das palmas que espantam a negatividade. Este é o verdadeiro dançar da alma. O homem quando dança com as mulheres apenas reforça, com a sua presença as figuras femininas, pois é uma proteção para elas. Os ciganos dançam nas festas, a dança é livre, sem regras. Cada um se diverte como quer, nunca se esquecendo o recato, os limites entre homens e mulheres.

Os movimentos observados na dança cigana são resultantes da sua influência indiana, onde o girar das mãos, a inclinação da cabeça e a postura ereta chamam atenção. Os movimentos são baseados da cintura para cima, meneios de ombros, inclinação da cabeça, giro de punhos e mãos, postura ereta, braços à frente do corpo ou acima da cabeça e movimentos que completem sempre círculos (para os ciganos a vida é um ciclo). A dança como forma de oração por si só, se basta. É importante dizer que como trabalhamos o tempo todo com as energias da natureza e a nossa própria, devemos respeitar seus significados e ter responsabilidade com que o que pedimos e queremos representar, pois a dança cigana é um ritual, assim seus pedidos podem ser atendidos.
Dizem o antigos, que os ciganos dançam para atingir o êxtase do fluido energético que os levam de encontro com a verdadeira essência da Deusa e do Deus interior e superior. Por isso, dificilmente, os ciganos fazem coreografias; dançam soltos e livres, colocando em cada movimento suas emoções. A graça está em cada pessoa ouvir a voz do seu coração e permitir que se conduza levemente, tranqüilamente, pois só dessa maneira, consegue sentir sua alma. A dança é a magia, e a alegria de nosso povo, o mistério através dos passos e movimentos que saúdam, invocam e fazem Fluir a mais bela e elevada vibração energética!
Para o cigano, os movimentos de braços e de mãos descrevem os sentimentos mais profundos em relação a cada tema executado. Conforme o sentimento a ser passado pela dança interpretada, as mãos e os braços desenham coreograficamente símbolos que traduzem cada emoção implícita no estilo, executado. Como por exemplo: a rotação de mãos para fora traduzem a doação da energia interior transmitida à terra, a outrem e ao cosmo. Quando a rotação é realizada para dentro, traduzem o recebimento ou à busca da energia vinda da terra, de outrem ou do mundo divino. Os movimentos circulares traduzem em sua maioria, as energias ou sentimentos em movimento, em ação contínua. Os movimentos mais retos simbolizam em sua maioria, as ações diretas ou finalizadas.
A dança cigana caracteriza a ligação e a comunhão do Homem com o Divino. Expressam os sentimentos mais profundos para com os seus e para com o mundo considerado sagrado. Dentre os ritos de maior importância, temos: Culto aos Antepassados, Slavas, Casamentos, batizados e outros. É importante sabermos que pela intimidade em que se caracteriza o Culto aos Antepassados, essa categoria não é levada à cena a não ser de forma estritamente estilizada, assim como alguns outros estilos pertencentes a essa categoria. Sendo interpretadas com autenticidade somente nos lares ciganos, em festas consideradas íntimas.
Apesar dos ciganos não terem uma religião propriamente dita (como povo nômade, sempre absorveu os costumes dos povos visitados...) existe toda uma tradição de Mistérios entre nossas práticas. Muito se fala sobre os ciganos e pouquíssimo se conhece. Existe uma profunda correspondência entre o paganismo ocidental e a cultura cigana.
Uma vez por ano, ciganos de diversas partes do mundo se dirigem até Saintes-Maries-de-la-Mer, no sul da França, para homenagear Santa Sarah. Segundo a tradição, Sarah era uma cigana que vivia em uma pequena cidade à beira-mar quando a tia de Jesus, Maria Salomé, chegou ali com outros refugiados para escapar das perseguições romanas. Apesar de hoje existirem ciganos cristãos, a grande maioria ainda mantém o culto ao divino casal, Devel e Kali (respectivamente o deus e a deusa). Uma das manifestações dos deuses é Belkarrana, uma divindade andrógina, em romani significando deus bom. Mas como as primeiras caravanas ciganas entraram na Europa por volta do século XV, muitos de nossos costumes foram também camuflado. Um exemplo disse é o culto a "Santa" Sara Kali.
É fácil identificar Sarah como mais uma das muitas virgens negras que podem ser encontradas no mundo. Sara-la-Kali, diz a tradição, vinha de uma nobre linhagem e conhecia os segredos do mundo. Seria, no meu entender, mais uma das muitas manifestações do que chamam a Grande Mãe, a Deusa da Criação.
fonte: blogs abril
CHÁS CIGANOS
Os ciganos são muito lembrados por suas artes adivinhatórias. Mas em outras áreas, este povo também carrega sua magia e mistério, como nos famosos chás ciganos.
Agora, conheça as deliciosas receitas para você provar e aprovar:
CHÁ CIGANO
2 cravos da índia
3 saquinhos de chá preto
2 pedaços de canela
Misture todos esses ingredientes a um litro de água fervendo, deixe em infusão por alguns minutos e sirva acompanhado de uma rodela de limão, uma ameixa preta e uma fatia de maçã.
................................................
CISA DA ZORAIDE
6 morangos
6 pêssegos
6 ameixas
erva cidreira
raspas de casca de laranja
Faça um chá com a erva cidreira e a casca de laranja. Depois, amasse as frutas e junte as a este chá.
..............................................
COQUETEL NATASHA
3 maçãs vermelhas picadas
6 morangos
3 damascos
3 pêras picadas
3 uvas moscatel ou rubi
1 xícara de hortelã picada
1 garrafa de champanhe
1 lata de leite condensado batido com açúcar Amasse bem as frutas. Misture o leite e leve tudo ao liqüidificador para triturar. Junte a hortelã, o champanhe e sirva.
.............................................
COQUETEL TARAM
1 garrafa de licor de frutas
1 maçã picada
1 damasco
2 uvas rosadas
2 uvas verdes
4 morangos
Pique bem todas as frutas e acrescente ao licor.
....................................................
COQUETEL WLADIMIR
12 morangos
1/2 litro de vodca
1/2 lata de leite condensado
1/2 xícara de hortelã picada Amasse bem os morangos junto com o leite condensado. Bata no liqüidificador junto com a vodca. Use a hortelã para enfeitar.
....................................................
BEBIDA DA VELHA ZIMGRA
1 maçã
1 pêssego
3 ameixas
pele de 1 laranja
3 damascos
1 copo de vinho tinto ou branco
2 folhas de manjericão branco
açúcar a gosto
Coloque todos os ingredientes em uma panela com água, até levantar fervura. Acrescente o açúcar e coe.
..............................................
PARA MANTER A SAÚDE
um punhado de erva de passarinho
um pouco de assapeixe
5 folhas de saião
1 ovo de pata
1 pedaço de marmelada
vinho branco
Misture todos os ingredientes e deixe por três dias em lugar fresco. Tome um cálice antes das refeições.
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Agora, conheça as deliciosas receitas para você provar e aprovar:
CHÁ CIGANO
2 cravos da índia
3 saquinhos de chá preto
2 pedaços de canela
Misture todos esses ingredientes a um litro de água fervendo, deixe em infusão por alguns minutos e sirva acompanhado de uma rodela de limão, uma ameixa preta e uma fatia de maçã.
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CISA DA ZORAIDE
6 morangos
6 pêssegos
6 ameixas
erva cidreira
raspas de casca de laranja
Faça um chá com a erva cidreira e a casca de laranja. Depois, amasse as frutas e junte as a este chá.
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COQUETEL NATASHA
3 maçãs vermelhas picadas
6 morangos
3 damascos
3 pêras picadas
3 uvas moscatel ou rubi
1 xícara de hortelã picada
1 garrafa de champanhe
1 lata de leite condensado batido com açúcar Amasse bem as frutas. Misture o leite e leve tudo ao liqüidificador para triturar. Junte a hortelã, o champanhe e sirva.
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COQUETEL TARAM
1 garrafa de licor de frutas
1 maçã picada
1 damasco
2 uvas rosadas
2 uvas verdes
4 morangos
Pique bem todas as frutas e acrescente ao licor.
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COQUETEL WLADIMIR
12 morangos
1/2 litro de vodca
1/2 lata de leite condensado
1/2 xícara de hortelã picada Amasse bem os morangos junto com o leite condensado. Bata no liqüidificador junto com a vodca. Use a hortelã para enfeitar.
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BEBIDA DA VELHA ZIMGRA
1 maçã
1 pêssego
3 ameixas
pele de 1 laranja
3 damascos
1 copo de vinho tinto ou branco
2 folhas de manjericão branco
açúcar a gosto
Coloque todos os ingredientes em uma panela com água, até levantar fervura. Acrescente o açúcar e coe.
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PARA MANTER A SAÚDE
um punhado de erva de passarinho
um pouco de assapeixe
5 folhas de saião
1 ovo de pata
1 pedaço de marmelada
vinho branco
Misture todos os ingredientes e deixe por três dias em lugar fresco. Tome um cálice antes das refeições.
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POVO DO ORIENTE,POVO CIGANO DO ORIENTE E POVO CIGANO
Para falar sobre esse povo maravilhoso e Iluminado vamos começar por diferenciar um pouco e aproveitar para classificá-los numa escala compreensiva.
Hoje chamam oriente a várias coisas diferentes. Temos assim várias subdivisões do termo (fora aquelas que não conheço):
O Povo do Oriente em si, é formado por um grupo de mentores de energia mais sutil e que realmente trabalham em um nível mais elevado de vibração. Podem ser indus, egípcios, chineses, asiáticos e antigos mesopotânios,hititas , sem falar nos incas e outros povos das américas, esses mais difíceis de achar.
Os ciganos do oriente, aqueles que são orientais de origem , que no passado distante , em geral foram sacerdotes e sacerdotizas de outros povos com grande conhecimento espiritual, não se misturam com os exús, pois suas linhas de trabalho não combinam. Isso nos mostra que não devemos confundir as Pomba-Giras Ciganas com Povo o Cigano(Sejam do oriente ou não) , pois são criaturas de classes diferentes( EX.:as Pomba-Giras Ciganas aceitam sangue; o Povo cigano, nem pensar, a primeira tem assentamentos em ferros e a segunda, na tabatinga).
Quanto aos ciganos realmente orientais, a maioria das vezes seus assentamentos são feitos com ouro e outros materias que aqui não posso revelar( sementes, favas, cristais...).
Assim temos:
Povo Oriental:
Normalmente conhecidos como mentores são Mestres de outros povos do oriente com grande desenvolvimento espiritual e conhecimento profundo de vários assuntos. São muito cultos e responsáveis, de poucas palavras e muito trabalho. Apresentam-se de forma humilde e simples, não necessitando de nenhum tipo de oferenda além da fé e da dedicação de seus aparelhos, além de exigirem o cumprimento de regras básicas para uma melhor interpenetração de energias com seus médiuns( não comer carne 24 hs antes das sessões, não praticar sexo no mesmo período, manter o corpo e a mente limpos, não consumir álcool, etc... Têm uma vibração extremamente sutil. E esperam que seus médiuns cumpram sua parte no que se refere ao preparo correto para trabalhar com suas energias. Trabalham mais pela irradiação do que pela incorporação propriamente dita.
Ciganos do Oriente:
São uma classe de ciganos, composta por aqueles entre eles que em encarnações anteriores tiveram grande conhecimento da espititualidade e de magia, a maioria encarnou entre o povo cigano posteriormente e de tal povo preferiram guardar a imagem com a qual aparecem para nós. Em geral denominam-se ciganos do oriente, para situarem de onde vêm, pois viveram no antigo oriente médio ou no extremo oriente. São mais antigos, ou antes, lembram-se de tempos mais remotos em que foram conhecedores do poder e da magia dos antigos templos.
Não são tão sutis quanto o Povo do Oriente, mas também não são tão mundanos quanto os Ciganos (europeus, apenas para explicar). Levam tudo muito à sério, mas também são alegres, gostam de cantorias , bebem licores,vinho branco,chás de frutas, alguns fumam outros não, Comem comidas ciganas e muitas frutas e frutos da terra. Gostam muito de flores em suas oferendas e trabalham com cristais, cromoterapia, numerologia, astrologia,limpezas de aura, uso dos chacras, fluidoterapia, fluidificação de água com fins curativos, aromoterapia, tarot, e outros jogos e feitiços de seu conhecimento.
Gostam muito de trabalhar com a cura física e com a doutrinação que cura espiritualmente.
Ciganos:
Povo nômade com grande conhecimento de magia , muito alegre, dançante, raça que tem conhecimento de muitos povos justamente por sua origem nômade e sua capacidade de num só tempo cultivar suas tradições e adaptar-se a novos lugares e costumes. Ao contrário dos orientais, não passaram suas vidas no oriente, e sim em andanças pela europa e alguns países do oriente próximo , alguns poucos passaram pela ásia, na altura da ìndia, mas em geral vêm da Europa, e dos países da antiga cortina de ferro.
Trabalham muito com magia do amor e de prosperidade. Bebem, fumam, e seu cardápio inclui as comidas ciganas tradicionais, frutos e frutas. Jogam cartas , lêem mãos São devotos de Santa sara, e de Noss senhora Aparecida. São católicos em sua maioria.
Pomba-giras Ciganas. Não são , em geral ciganas de origem , tornam-se “ciganas” em função do seu modo de vida que levaram e/ou porque buscam o conhecimento da magia cigana para trabalharem, ou porque em algum tempo em suas vidas passadas conviveram com esse povo e dele adquiriram alguns hábitos.
Nota:
Podemos encontrar também entre a malandragem alguns espíritos de ex-ciganos que reencarnaram e se tornaram malandros ( nem todos os malandros se enquadram nesta afirmativa).
Por Cristina Zecchinelli
Sob irradiação e Orientação da Cigana da Estrada do Oriente
Hoje chamam oriente a várias coisas diferentes. Temos assim várias subdivisões do termo (fora aquelas que não conheço):
O Povo do Oriente em si, é formado por um grupo de mentores de energia mais sutil e que realmente trabalham em um nível mais elevado de vibração. Podem ser indus, egípcios, chineses, asiáticos e antigos mesopotânios,hititas , sem falar nos incas e outros povos das américas, esses mais difíceis de achar.
Os ciganos do oriente, aqueles que são orientais de origem , que no passado distante , em geral foram sacerdotes e sacerdotizas de outros povos com grande conhecimento espiritual, não se misturam com os exús, pois suas linhas de trabalho não combinam. Isso nos mostra que não devemos confundir as Pomba-Giras Ciganas com Povo o Cigano(Sejam do oriente ou não) , pois são criaturas de classes diferentes( EX.:as Pomba-Giras Ciganas aceitam sangue; o Povo cigano, nem pensar, a primeira tem assentamentos em ferros e a segunda, na tabatinga).
Quanto aos ciganos realmente orientais, a maioria das vezes seus assentamentos são feitos com ouro e outros materias que aqui não posso revelar( sementes, favas, cristais...).
Assim temos:
Povo Oriental:
Normalmente conhecidos como mentores são Mestres de outros povos do oriente com grande desenvolvimento espiritual e conhecimento profundo de vários assuntos. São muito cultos e responsáveis, de poucas palavras e muito trabalho. Apresentam-se de forma humilde e simples, não necessitando de nenhum tipo de oferenda além da fé e da dedicação de seus aparelhos, além de exigirem o cumprimento de regras básicas para uma melhor interpenetração de energias com seus médiuns( não comer carne 24 hs antes das sessões, não praticar sexo no mesmo período, manter o corpo e a mente limpos, não consumir álcool, etc... Têm uma vibração extremamente sutil. E esperam que seus médiuns cumpram sua parte no que se refere ao preparo correto para trabalhar com suas energias. Trabalham mais pela irradiação do que pela incorporação propriamente dita.
Ciganos do Oriente:
São uma classe de ciganos, composta por aqueles entre eles que em encarnações anteriores tiveram grande conhecimento da espititualidade e de magia, a maioria encarnou entre o povo cigano posteriormente e de tal povo preferiram guardar a imagem com a qual aparecem para nós. Em geral denominam-se ciganos do oriente, para situarem de onde vêm, pois viveram no antigo oriente médio ou no extremo oriente. São mais antigos, ou antes, lembram-se de tempos mais remotos em que foram conhecedores do poder e da magia dos antigos templos.
Não são tão sutis quanto o Povo do Oriente, mas também não são tão mundanos quanto os Ciganos (europeus, apenas para explicar). Levam tudo muito à sério, mas também são alegres, gostam de cantorias , bebem licores,vinho branco,chás de frutas, alguns fumam outros não, Comem comidas ciganas e muitas frutas e frutos da terra. Gostam muito de flores em suas oferendas e trabalham com cristais, cromoterapia, numerologia, astrologia,limpezas de aura, uso dos chacras, fluidoterapia, fluidificação de água com fins curativos, aromoterapia, tarot, e outros jogos e feitiços de seu conhecimento.
Gostam muito de trabalhar com a cura física e com a doutrinação que cura espiritualmente.
Ciganos:
Povo nômade com grande conhecimento de magia , muito alegre, dançante, raça que tem conhecimento de muitos povos justamente por sua origem nômade e sua capacidade de num só tempo cultivar suas tradições e adaptar-se a novos lugares e costumes. Ao contrário dos orientais, não passaram suas vidas no oriente, e sim em andanças pela europa e alguns países do oriente próximo , alguns poucos passaram pela ásia, na altura da ìndia, mas em geral vêm da Europa, e dos países da antiga cortina de ferro.
Trabalham muito com magia do amor e de prosperidade. Bebem, fumam, e seu cardápio inclui as comidas ciganas tradicionais, frutos e frutas. Jogam cartas , lêem mãos São devotos de Santa sara, e de Noss senhora Aparecida. São católicos em sua maioria.
Pomba-giras Ciganas. Não são , em geral ciganas de origem , tornam-se “ciganas” em função do seu modo de vida que levaram e/ou porque buscam o conhecimento da magia cigana para trabalharem, ou porque em algum tempo em suas vidas passadas conviveram com esse povo e dele adquiriram alguns hábitos.
Nota:
Podemos encontrar também entre a malandragem alguns espíritos de ex-ciganos que reencarnaram e se tornaram malandros ( nem todos os malandros se enquadram nesta afirmativa).
Por Cristina Zecchinelli
Sob irradiação e Orientação da Cigana da Estrada do Oriente
CIGANOS
O fato do Povo Cigano não ter, até os dias atuais, uma linguagem escrita, fica quase impossível definir sua verdadeira origem. Portanto, tudo o que se disser a respeito de sua origem está largamente baseado em conjecturas, similaridades ou suposições.
A hipótese mais aceita é que o Povo Cigano teve seu berço na civilização da Índia antiga, num tempo que também se supõe, como muito antigo, talvez dois ou três milênios antes de Cristo. Compara-se o sânscrito, que era escrito e falado na Índia (um dos mais antigos idiomas do mundo), com o idioma falado pelos ciganos e encontraram um sem-número de palavras com o mesmo significado. E assim, os Ciganos são chamados de "povos das estrelas" e dizem que apareceram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, na região de Gujaratna localizada margem direita do Rio Send e de onde foram expulsos por invasores árabes.
Outros pontos também colaboram para que esta hipótese seja reforçada, como a tez morena comum aos hindus e ciganos, o gosto por roupas vistosas e coloridas, e princípios religiosos como a crença na reencarnação e na existência de um Deus Pai e Absoluto. E com respeito à suas crenças, tanto para os hindus como para os ciganos, a religiosidade é muito forte e norteia muito de seu comportamento, impondo normas e fundamentos importantes, que devem ser respeitados e obedecidos.
Depois de vagarem pelas Terras do Oriente, os ciganos invadiram o Ocidente e espalharam-se por todo o mundo. Essa invasão foi uma das únicas na história da humanidade que foi feita sem guerras, dor ou derramamento de sangue. O que não se sabe ainda é se esses eternos viajantes pertenciam a uma casta inferior dentro da hierarquia indiana (os parias) ou de uma casta aristocrática e militar, os orgulhosos (rajputs). Independente de qual fosse seu status, a partir do êxodo pelo Oriente, os ciganos se dedicaram com exclusividade a atividades itinerantes: como ferreiros, domadores, criadores e vendedores de cavalo, saltimbancos, comerciantes de miudeza e o melhor de suas qualidades que era a arte divinatória. Viajavam sempre em grandes carroças coloridas e criaram nomes poéticos para si mesmos.
No primeiro milênio d.C., deixaram o país e se dividiram em dois ramos: o Pechen que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria, o Egito e a Palestina. Existem vários clãs ciganos: o Kalê (da Península Ibérica); o Hoharano (da Turquia); o Matchuaiya (da Iugoslávia); o Moldovan (da Rússia) e o Kalderash (da Romênia). São mais de 15 milhões de ciganos em diferentes pontos da Europa, Ásia, África, América, Austrália e Nova Zelândia. Quase sempre os ciganos eram bem recebidos nos países onde chegavam. Os chefes das tribos apresentavam-se de forma pomposa, como príncipes, duques e condes (títulos, aliás inexistentes entre os ciganos). Diziam-se peregrinos cristãos vindos do Egito e, assim obtinham licença das autoridades locais para se instalarem.
Ao contrário do que muitos pensam, o Povo Cigano é que foi perseguido, julgado e expulso ao longo do seu pacífico caminhar. Na Moldávia e na Valáquia (atual Romênia), os ciganos foram escravizados durante trezentos anos; na Albânia e na Grécia pagavam impostos mais altos. Na Alemanha, crianças ciganas eram tiradas dos pais com a desculpa de que "iriam estudar", enquanto a Polônia, a Dinamarca e a Áustria puniam com severidade quem os acolhesse. Nos países baixos inúmeros ciganos foram condenados à forca e seus filhos obrigados a assistir à execução dos pais para que assim aprendessem a "lição de moral". Apenas no país de Gales eles tiveram espaço para manter parte das suas tradições e a língua.
Os ciganos chegados em Andaluzia no séc. XV vieram do norte da Índia, da região do Sind (atual Paquistão), fugindo das guerras e dos invasores estrangeiros (inclusive de Tamerian, descendente de Gengis Khan) eles encontraram facilidades e estabeleceram-se. Mesmo assim, durante a inquisição católica, vários deles foram expulsos pelos tribunais do Santo Ofício. . As tribos do Sind se mudaram para o Egito e depois para a Checoslováquia, Rússia, Hungria e Polônia, Balcãs e Itália, França e Espanha. Seus nomes se latinizaram (de Sindel para Miguel; de András para André; de Pamuel para Manuel, etc.). O primeiro documento data a entrada dos ciganos na Espanha em 1447. Esse grupo se chamava a si mesmo de "ruma calk" (que significa homem dos tempos) e falavam o Caló (um dialeto indiano oriundo da região do Maharata). Eles trouxeram a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do "flamenco", tanto que essa palavra vem do árabe "felco" (camponês) e "mengu" (fugitivo) e passou a ser sinônimo de "cigano andaluz" à partir do séc. XVIII.
Porém de acordo com a Tradição Cigana, a teoria mais freqüente sobre a origem do Povo Cigano, é que após um período de adaptação neste planeta, os ciganos teriam surgido do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lar. Existem lendas que falam que os ciganos seriam filhos da primeira mulher de Adão, Lilith, e, portanto, livres do pecado original) e por isso eles não aceitam de modo algum ser empregados dos "gadjé" (não-ciganos) e apegam-se a antigas profissões artesanais que caracterizam suas tribos e são ensinadas desde cedo às crianças.
O Povo Cigano é guardião da LIBERDADE. Seu grande lema é: "O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião", traduzindo um espírito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas. A vida é uma grande estrada, a alma é uma pequena carroça e a Divindade é o Carroceiro.
Em sua maioria, os ciganos são artistas (de muitas artes, inclusive a circense); e exímios ferreiros, fabricando seus próprios utensílios domésticos, suas jóias e suas selas. Rotulados injustamente como ladrões, feiticeiros e vagabundos, os ciganos tornaram-se um espelho onde os homens das grandes cidades e de pequenos corações expiaram suas raivas, frustrações e sonhos de liberdade destruídos. Pacientemente, este povo diferenciado, continuou sua marcha e até hoje seus estigmas não sararam.
Na verdade cigano que se preza, antes de ler a mão, lê os olhos das pessoas (os espelhos da alma) e tocam seus pulsos (para sentirem o nível de vibração energética) e só então é que interpretam as linhas das mãos. A prática da Quiromancia para o Povo Cigano não é um mero sistema de adivinhação, mas, acima de tudo um inteligente esquema de orientação sobre o corpo, a mente e o espírito; sobre a saúde e o destino.
A família é a base da organização social dos ciganos, não havendo hierarquia rígida no interior dos grupos. O comando normalmente é exercido pelo homem mais capaz, uma vez que os ciganos respeitam acima de tudo a inteligência. Este homem é o Kaku e representa a tribo na Krisromani, uma espécie de tribunal cigano formado pelos membros mais respeitados de cada comunidade, com a função de punir quem transgride, a rígida ética cigana. A figura feminina tem sua importância e é comum haver lideranças femininas como as phury-day (matriarca) e as bibi (tias-conselheiras), lembrando que nenhum cigano deixa de consultar as avós, mães e tias para resolver problemas importantes por meio da leitura da sorte.
Esse povo canta e dança tanto na alegria como na tristeza pois para o cigano a vida é uma festa e a natureza que o rodeia a mais bela e generosa anfitriã. Onde quer que estejam, os ciganos são logo reconhecidos por suas roupas e ornamentos, e, principalmente por seus hábitos ruidosos. São um povo cheio de energia e grande dose de passionalidade. São tão peculiares dentro do seu próprio código de ética; honra e justiça; senso, sentido e sentimento de liberdade que contagiam e incomodam qualquer sistema.
O líder de cada grupo cigano, chama-se Barô/Gagú e é quem preside a Kris Romanis (Conselho de Sentença ou grande tribunal do povo rom) com suas próprias leis e códigos de ética e justiça, onde são resolvidas todas as contendas e esclarecidas todas as dúvidas entre os ciganos liderados pelos mais velhos. O mestre de cura (ou xamã cigano) é um Kakú (homem ou mulher) que possui dons de grande para-normalidade. Eles usam ervas, chás e toques curativos. Os ciganos geralmente se reúnem em tribos para festejar os ritos de passagem: o Nascimento, a Morte, o Casamento e os Aniversários; e acreditam na Reencarnação (mas não incorporam nenhum espírito ou entidade). Estão sempre reunidos nos campos, nas praias, nas feiras e nas praças.
O misticismo e a religiosidade, fazem parte de todos os hábitos da vida cigana. A maior parte deles acredita em um único deus (Dou-la ou Bel) em eterna luta contra o demônio (Deng). Normalmente, assimilam as religiões do lugar onde se encontram, mas jamais deixam de lado o culto aos antepassados, o temor dos maus-olhados, a crença na reencarnação e na força do destino (baji), contra a qual não adianta lutar. O mais importante para o Povo Cigano é interagir com a Mãe Natureza respeitando seus ciclos naturais e sua força geradora e provedora.
A hipótese mais aceita é que o Povo Cigano teve seu berço na civilização da Índia antiga, num tempo que também se supõe, como muito antigo, talvez dois ou três milênios antes de Cristo. Compara-se o sânscrito, que era escrito e falado na Índia (um dos mais antigos idiomas do mundo), com o idioma falado pelos ciganos e encontraram um sem-número de palavras com o mesmo significado. E assim, os Ciganos são chamados de "povos das estrelas" e dizem que apareceram há mais de 3.000 anos, ao Norte da Índia, na região de Gujaratna localizada margem direita do Rio Send e de onde foram expulsos por invasores árabes.
Outros pontos também colaboram para que esta hipótese seja reforçada, como a tez morena comum aos hindus e ciganos, o gosto por roupas vistosas e coloridas, e princípios religiosos como a crença na reencarnação e na existência de um Deus Pai e Absoluto. E com respeito à suas crenças, tanto para os hindus como para os ciganos, a religiosidade é muito forte e norteia muito de seu comportamento, impondo normas e fundamentos importantes, que devem ser respeitados e obedecidos.
Depois de vagarem pelas Terras do Oriente, os ciganos invadiram o Ocidente e espalharam-se por todo o mundo. Essa invasão foi uma das únicas na história da humanidade que foi feita sem guerras, dor ou derramamento de sangue. O que não se sabe ainda é se esses eternos viajantes pertenciam a uma casta inferior dentro da hierarquia indiana (os parias) ou de uma casta aristocrática e militar, os orgulhosos (rajputs). Independente de qual fosse seu status, a partir do êxodo pelo Oriente, os ciganos se dedicaram com exclusividade a atividades itinerantes: como ferreiros, domadores, criadores e vendedores de cavalo, saltimbancos, comerciantes de miudeza e o melhor de suas qualidades que era a arte divinatória. Viajavam sempre em grandes carroças coloridas e criaram nomes poéticos para si mesmos.
No primeiro milênio d.C., deixaram o país e se dividiram em dois ramos: o Pechen que atingiu a Europa através da Grécia; e o Beni que chegou até a Síria, o Egito e a Palestina. Existem vários clãs ciganos: o Kalê (da Península Ibérica); o Hoharano (da Turquia); o Matchuaiya (da Iugoslávia); o Moldovan (da Rússia) e o Kalderash (da Romênia). São mais de 15 milhões de ciganos em diferentes pontos da Europa, Ásia, África, América, Austrália e Nova Zelândia. Quase sempre os ciganos eram bem recebidos nos países onde chegavam. Os chefes das tribos apresentavam-se de forma pomposa, como príncipes, duques e condes (títulos, aliás inexistentes entre os ciganos). Diziam-se peregrinos cristãos vindos do Egito e, assim obtinham licença das autoridades locais para se instalarem.
Ao contrário do que muitos pensam, o Povo Cigano é que foi perseguido, julgado e expulso ao longo do seu pacífico caminhar. Na Moldávia e na Valáquia (atual Romênia), os ciganos foram escravizados durante trezentos anos; na Albânia e na Grécia pagavam impostos mais altos. Na Alemanha, crianças ciganas eram tiradas dos pais com a desculpa de que "iriam estudar", enquanto a Polônia, a Dinamarca e a Áustria puniam com severidade quem os acolhesse. Nos países baixos inúmeros ciganos foram condenados à forca e seus filhos obrigados a assistir à execução dos pais para que assim aprendessem a "lição de moral". Apenas no país de Gales eles tiveram espaço para manter parte das suas tradições e a língua.
Os ciganos chegados em Andaluzia no séc. XV vieram do norte da Índia, da região do Sind (atual Paquistão), fugindo das guerras e dos invasores estrangeiros (inclusive de Tamerian, descendente de Gengis Khan) eles encontraram facilidades e estabeleceram-se. Mesmo assim, durante a inquisição católica, vários deles foram expulsos pelos tribunais do Santo Ofício. . As tribos do Sind se mudaram para o Egito e depois para a Checoslováquia, Rússia, Hungria e Polônia, Balcãs e Itália, França e Espanha. Seus nomes se latinizaram (de Sindel para Miguel; de András para André; de Pamuel para Manuel, etc.). O primeiro documento data a entrada dos ciganos na Espanha em 1447. Esse grupo se chamava a si mesmo de "ruma calk" (que significa homem dos tempos) e falavam o Caló (um dialeto indiano oriundo da região do Maharata). Eles trouxeram a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do "flamenco", tanto que essa palavra vem do árabe "felco" (camponês) e "mengu" (fugitivo) e passou a ser sinônimo de "cigano andaluz" à partir do séc. XVIII.
Porém de acordo com a Tradição Cigana, a teoria mais freqüente sobre a origem do Povo Cigano, é que após um período de adaptação neste planeta, os ciganos teriam surgido do interior da Terra e esperam que um dia possam regressar ao seu lar. Existem lendas que falam que os ciganos seriam filhos da primeira mulher de Adão, Lilith, e, portanto, livres do pecado original) e por isso eles não aceitam de modo algum ser empregados dos "gadjé" (não-ciganos) e apegam-se a antigas profissões artesanais que caracterizam suas tribos e são ensinadas desde cedo às crianças.
O Povo Cigano é guardião da LIBERDADE. Seu grande lema é: "O Céu é meu teto; a Terra é minha pátria e a Liberdade é minha religião", traduzindo um espírito essencialmente nômade e livre dos condicionamentos das pessoas normais geralmente cerceadas pelos sistemas aos quais estão subjugadas. A vida é uma grande estrada, a alma é uma pequena carroça e a Divindade é o Carroceiro.
Em sua maioria, os ciganos são artistas (de muitas artes, inclusive a circense); e exímios ferreiros, fabricando seus próprios utensílios domésticos, suas jóias e suas selas. Rotulados injustamente como ladrões, feiticeiros e vagabundos, os ciganos tornaram-se um espelho onde os homens das grandes cidades e de pequenos corações expiaram suas raivas, frustrações e sonhos de liberdade destruídos. Pacientemente, este povo diferenciado, continuou sua marcha e até hoje seus estigmas não sararam.
Na verdade cigano que se preza, antes de ler a mão, lê os olhos das pessoas (os espelhos da alma) e tocam seus pulsos (para sentirem o nível de vibração energética) e só então é que interpretam as linhas das mãos. A prática da Quiromancia para o Povo Cigano não é um mero sistema de adivinhação, mas, acima de tudo um inteligente esquema de orientação sobre o corpo, a mente e o espírito; sobre a saúde e o destino.
A família é a base da organização social dos ciganos, não havendo hierarquia rígida no interior dos grupos. O comando normalmente é exercido pelo homem mais capaz, uma vez que os ciganos respeitam acima de tudo a inteligência. Este homem é o Kaku e representa a tribo na Krisromani, uma espécie de tribunal cigano formado pelos membros mais respeitados de cada comunidade, com a função de punir quem transgride, a rígida ética cigana. A figura feminina tem sua importância e é comum haver lideranças femininas como as phury-day (matriarca) e as bibi (tias-conselheiras), lembrando que nenhum cigano deixa de consultar as avós, mães e tias para resolver problemas importantes por meio da leitura da sorte.
Esse povo canta e dança tanto na alegria como na tristeza pois para o cigano a vida é uma festa e a natureza que o rodeia a mais bela e generosa anfitriã. Onde quer que estejam, os ciganos são logo reconhecidos por suas roupas e ornamentos, e, principalmente por seus hábitos ruidosos. São um povo cheio de energia e grande dose de passionalidade. São tão peculiares dentro do seu próprio código de ética; honra e justiça; senso, sentido e sentimento de liberdade que contagiam e incomodam qualquer sistema.
O líder de cada grupo cigano, chama-se Barô/Gagú e é quem preside a Kris Romanis (Conselho de Sentença ou grande tribunal do povo rom) com suas próprias leis e códigos de ética e justiça, onde são resolvidas todas as contendas e esclarecidas todas as dúvidas entre os ciganos liderados pelos mais velhos. O mestre de cura (ou xamã cigano) é um Kakú (homem ou mulher) que possui dons de grande para-normalidade. Eles usam ervas, chás e toques curativos. Os ciganos geralmente se reúnem em tribos para festejar os ritos de passagem: o Nascimento, a Morte, o Casamento e os Aniversários; e acreditam na Reencarnação (mas não incorporam nenhum espírito ou entidade). Estão sempre reunidos nos campos, nas praias, nas feiras e nas praças.
O misticismo e a religiosidade, fazem parte de todos os hábitos da vida cigana. A maior parte deles acredita em um único deus (Dou-la ou Bel) em eterna luta contra o demônio (Deng). Normalmente, assimilam as religiões do lugar onde se encontram, mas jamais deixam de lado o culto aos antepassados, o temor dos maus-olhados, a crença na reencarnação e na força do destino (baji), contra a qual não adianta lutar. O mais importante para o Povo Cigano é interagir com a Mãe Natureza respeitando seus ciclos naturais e sua força geradora e provedora.
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