A Cigana Dara, foi uma pessoa que necessitou lutar muito para alcançar seus objetivos, porem com a experiencia astral de sua vida pregressa, ela considera cada empecilho um desafio a ser superado.
Sempre diz que é do mundo, pois seu acervo de magia é tao grande quanto o seu coração.
Ela teve uma vida muito dificultosa. Dara, quando ainda no astral, queria, implorava por voltar a terra.
Tinha muito a fazer por aqui. Sentia falta de tudo aqui.
Retorna numa família em que a magia era tão normal quanto abrir os olhos. Começa a vivencia como cigana.
E assim nasce Dara. Sua familia era sabedora de muitas magias, de como manipular os elementos, magias brancas, negras, impostas, naturais, de círculos........
As mulheres eram magas, algumas vezes virtuosas, mas na maioria das vezes... vaidosas, o que comprometia toda a manipulação, quase sempre deixando a parte negra falar mais alto.
Morava com sua família numa kumpania, que ficava numa sesmaria portuguesa, local ermo que foi recebido para ser cultivado, porem o cultivo lá eram somente de ervas mágicas, e feitiços diversos.
Nem mesmo a Igreja ou o Reinado se dispunham a incomoda-las diante do pavor que distribuíam gratuitamente. Elas viviam afastadas, mas eram procuradas por discretas seges fechadas, para encomendar feitiços para os mais abastados.
E assim na base do ganho de muito dinheiro, sobreviviam em sociedade fechada e oculta. Em outras vivencias tinha ela deixado para trás muitos débitos astrais.
Assim de posse de muitas informações da magia seguia em seu caminhar, aprisionando espíritos incautos, impuros, sedentos, viciosos e perdidos.
Ela conhecia orações malignas, que servia tanto para encastoar pedras quanto para atingir pessoas que estivessem longe.
Um dia um padre de má índole tanto enredou Dara com seu charme e virilidade, ela em plena idade procriadora (17 anos apenas) se entregou.
Com o passar dos meses, o fruto de seu ventre nasceu, sob a lua da Sexta Feira Santa.
Na época que seu filho nasceu foi instaurada a Santa Inquisição e os Tribunais do Santo Oficio estavam mais ativos do que nunca.
Duas irmãs já tinham sido levadas à fogueira.
Este padre a propunha então proteção. Desde que ela fizesse com suas magias que ele chegasse ao poder. Trato feito.
Esperou-se então a Lua Cheia e em reunião decidiram que armas mágicas utilizar. Fizeram uma reunião, onde usaram a força do menino, expondo-o na mesa, onde era feita a magia.
Assim posto, digo feito, em 9 luas, o padre chegou a ser designado para auxiliar, as mais altas autoridades do clero, com lugar de destaque. Deixando para trás muitos outros sacerdotes preparados.
Pela primeira vez o desespero tomava conta de Dara, e como castigo do pai eterno, ela começou a ter muitos sonhos com o filho que havia parido.
Aos poucos todas as irmãs, foram capturadas pela Santa Madre Igreja, restando Dara se esconder como bicho até conseguir ter com o eclesiástico.
Estando com ele cobrou-lhe a proteção, ele apenas riu e a expulsou.
Ao sair, foi denunciada e logo presa pelo Tribunal foi levada à fogueira, retornando mais uma vez ao astral, tendo falhado na missão, que era manipular os elementos para sanar os sofrimentos alheios.
Por isso hoje no astral, Dara, encanta a quem a ve trabalhar, usando os elementos numa linha pura e cheia de amor, tentando sanar os sofrimentos das pessoas.
Seu ditado favorito é:
Toda moeda tem dois lados.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
CIGANOS DO ORIENTE
O Povo do Oriente. São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar, e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar.
São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual.
Alguns deles não demonstram muito sentimento, mas mesmo assim têm muita vontade de ajudar ao próximo, com o tempo tendem a evoluir também para um sentimento maior de amor ao próximo.
São extremamente práticos não aceitando conversas banais ou ficar se estendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são guias de consulta no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda.
Para se ter uma idéia melhor, sua consulta seria o pólo oposto à consulta com um Preto Velho. Normalmente os pretos velhos dão consultas longas, cheias de ensinamentos de histórias, apelando bem para o lado emocional.
Já os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados.
Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem à longas meditações.
São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada a cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais..
São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual.
Alguns deles não demonstram muito sentimento, mas mesmo assim têm muita vontade de ajudar ao próximo, com o tempo tendem a evoluir também para um sentimento maior de amor ao próximo.
São extremamente práticos não aceitando conversas banais ou ficar se estendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são guias de consulta no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda.
Para se ter uma idéia melhor, sua consulta seria o pólo oposto à consulta com um Preto Velho. Normalmente os pretos velhos dão consultas longas, cheias de ensinamentos de histórias, apelando bem para o lado emocional.
Já os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados.
Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem à longas meditações.
São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada a cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais..
CIGANO DE ALMA
Povo muito sábio
Quando abordamos a Cultura e a Magia dos Ciganos, logo vem a lembrança de um Povo muito sábio, que utiliza a magia do universo e a sua própria com maestria e precisão,impressiona ndo as pessoas que recorrem pedindo ajuda. Nas Tsaras, as Ciganas socorrem muita gente sofrida, e usam como bálsamo a Arte da Magia Cigana, dos Mestres Ciganos Espirituais, que aliadas, às Forças da Natureza, alentam os necessitados, fazendo sobreviver, mesmo na mudança dos tempos, a Força do Povo Cigano Cultural e Espiritual, devido a sua grande beleza e utilidade.
Mas falar somente isto é pouco.
O Povo Cigano (Diáspora e Espiritual), tem suas próprias diretrizes de vida, a Cultura ensinada pelos nossos ancestrais, é seguida sem desvirtuações pela Raça.
A Hierarquia dos Clãs, é passada de pai para filho, garantindo assim a existência original de nosso povo.
A Cultura do Povo das Estradas, tão cheia de segredos e ritos estranhos, hoje, na busca de entendimento e crescimento espiritual, passa a ser divulgada a olhos não ciganos (porém ciganos de alma) com amor.
Nós, ciganos nos valemos da sabedoria dos mistérios das artes, de nossa forte estrutura, de nossa intuição, observação e psicologia, para receber estes irmãos com um ensinamento puro sobre a nossa cultura e nossa vida.
Para que se dê este aprendizado, somente vivenciando o que é ser cigano, para saber, todas as nuances em totalidade, porém sem excessos e enfeites.
Viver entre ciganos, viver como cigano, é demonstrar forte preocupação com a Espiritualidade, porque para nós, dentro de nossa liturgia impar, vivendo como ciganos, é que vamos aprender quem são os Mestres da Magia Cigana, como se trabalha espiritualmente com dedicação, responsabilidade, tratando com procedimentos distintos a Vida Cigana Espiritual.
Os grandes Mestres Ciganos Espirituais, são espíritos ciganos que viveram entre nós em outros tempos, que ainda em sua vida terrena, já eram grandes paranormais, e buscavam através do entendimento com o mundo espiritual atenuar as dores, e trazer alento aos necessitados, são eles os Grandes Mestres da Magia.
Que nos trazem ensinamentos armazenados durante toda a existência do espírito.
Os Mestres, tem permissão para volitar desde as zonas umbralinas até as mais sublimadas camadas espirituais, trabalhando incessantemente em seu domínio como ajudando em qualquer outro que seja preciso.
Os doze Mestres Espirituais, tem sua organização astral, e cada um tem um domínio, que ajudam a cuidar e elucidar como também resolver os problemas nos mais diversos setores.
Os Mestres Ciganos de Luz, são:
Cigana Sulamita, Cigana Carmem, Cigana Madalena, Cigana Esmeralda, Cigano Juan, Cigano Artêmio, Cigano Wladimir (o Rei dos Ciganos), Cigano Manolo, Cigano Sandro, Cigana Natasha, Cigana Yasmim e Cigano Ramiro.
Para tanto amigos, para realmente conhecer esta Diáspora e Espiritualidade Cigana, aprender sobre a Cultura e Magia, se preparar dignamente para o trabalho astral, é preciso ser com verdade, um Cigano de Alma, e isto só acontece, quando vivemos, nem que por pouco tempo, entre ciganos e sobretudo verdadeiramente como ciganos.
O Povo Cigano, revela hoje ao mundo gadjê, muitos segredos que enriquecem a espiritualidade e o estudo da cultura. Recebendo-os com amor em nossa Kumpania.
Os Ciganos de Alma ao estarem, de posse destas informações, e as tratando com responsabilidade e seriedade, serão agraciados astralmente e conseguirão despertar naturalmente seus portais psíquicos e intuitivos.
Conseguirão trabalhar dentro de uma Linhagem Cigana Espiritual, séria, digna e benéfica.
Quando abordamos a Cultura e a Magia dos Ciganos, logo vem a lembrança de um Povo muito sábio, que utiliza a magia do universo e a sua própria com maestria e precisão,impressiona ndo as pessoas que recorrem pedindo ajuda. Nas Tsaras, as Ciganas socorrem muita gente sofrida, e usam como bálsamo a Arte da Magia Cigana, dos Mestres Ciganos Espirituais, que aliadas, às Forças da Natureza, alentam os necessitados, fazendo sobreviver, mesmo na mudança dos tempos, a Força do Povo Cigano Cultural e Espiritual, devido a sua grande beleza e utilidade.
Mas falar somente isto é pouco.
O Povo Cigano (Diáspora e Espiritual), tem suas próprias diretrizes de vida, a Cultura ensinada pelos nossos ancestrais, é seguida sem desvirtuações pela Raça.
A Hierarquia dos Clãs, é passada de pai para filho, garantindo assim a existência original de nosso povo.
A Cultura do Povo das Estradas, tão cheia de segredos e ritos estranhos, hoje, na busca de entendimento e crescimento espiritual, passa a ser divulgada a olhos não ciganos (porém ciganos de alma) com amor.
Nós, ciganos nos valemos da sabedoria dos mistérios das artes, de nossa forte estrutura, de nossa intuição, observação e psicologia, para receber estes irmãos com um ensinamento puro sobre a nossa cultura e nossa vida.
Para que se dê este aprendizado, somente vivenciando o que é ser cigano, para saber, todas as nuances em totalidade, porém sem excessos e enfeites.
Viver entre ciganos, viver como cigano, é demonstrar forte preocupação com a Espiritualidade, porque para nós, dentro de nossa liturgia impar, vivendo como ciganos, é que vamos aprender quem são os Mestres da Magia Cigana, como se trabalha espiritualmente com dedicação, responsabilidade, tratando com procedimentos distintos a Vida Cigana Espiritual.
Os grandes Mestres Ciganos Espirituais, são espíritos ciganos que viveram entre nós em outros tempos, que ainda em sua vida terrena, já eram grandes paranormais, e buscavam através do entendimento com o mundo espiritual atenuar as dores, e trazer alento aos necessitados, são eles os Grandes Mestres da Magia.
Que nos trazem ensinamentos armazenados durante toda a existência do espírito.
Os Mestres, tem permissão para volitar desde as zonas umbralinas até as mais sublimadas camadas espirituais, trabalhando incessantemente em seu domínio como ajudando em qualquer outro que seja preciso.
Os doze Mestres Espirituais, tem sua organização astral, e cada um tem um domínio, que ajudam a cuidar e elucidar como também resolver os problemas nos mais diversos setores.
Os Mestres Ciganos de Luz, são:
Cigana Sulamita, Cigana Carmem, Cigana Madalena, Cigana Esmeralda, Cigano Juan, Cigano Artêmio, Cigano Wladimir (o Rei dos Ciganos), Cigano Manolo, Cigano Sandro, Cigana Natasha, Cigana Yasmim e Cigano Ramiro.
Para tanto amigos, para realmente conhecer esta Diáspora e Espiritualidade Cigana, aprender sobre a Cultura e Magia, se preparar dignamente para o trabalho astral, é preciso ser com verdade, um Cigano de Alma, e isto só acontece, quando vivemos, nem que por pouco tempo, entre ciganos e sobretudo verdadeiramente como ciganos.
O Povo Cigano, revela hoje ao mundo gadjê, muitos segredos que enriquecem a espiritualidade e o estudo da cultura. Recebendo-os com amor em nossa Kumpania.
Os Ciganos de Alma ao estarem, de posse destas informações, e as tratando com responsabilidade e seriedade, serão agraciados astralmente e conseguirão despertar naturalmente seus portais psíquicos e intuitivos.
Conseguirão trabalhar dentro de uma Linhagem Cigana Espiritual, séria, digna e benéfica.
A BOLA DE CRISTAL
O Cristal é um elemento presente na vida da Terra e é natural que sua magia tenha encantado os homens que a utilizam como instrumento de cura, beleza, decoração, meditação e ligação com a espiritualidade.
São muitas as formas do cristal e uma delas é especialmente utilizada como um dos mais fascinantes oráculos cigano, a Bola de Cristal.
A leitura da Bola de Cristal é uma das formas singulares que promove a aproximação com a força da natureza através dos símbolos que se desenham no cristal.
As visões se transformam em mensagens que trazem ao consulente respostas sobre distintos aspectos de sua vida como amor, trabalho, família e previsões.
Há uma preparação especial para realizar a leitura que vai desde a limpeza e energização do cristal até a decoração do ambiente conectando os elementos com a energia do consulente e do intérprete que chamamos de terapeuta holístico.
As imagens são interpretadas pela intuição e clarividência do terapeuta que atua como canal para transmissão das mensagens sagradas e reveladoras que a Bola de Cristal potencializa.
É uma leitura inesquecível que auxilia o autoconhecimento e orienta sobre as soluções e caminhos da sua vida.
Permita-se conhecer o espelho mágico da Bola de Cristal.
São muitas as formas do cristal e uma delas é especialmente utilizada como um dos mais fascinantes oráculos cigano, a Bola de Cristal.
A leitura da Bola de Cristal é uma das formas singulares que promove a aproximação com a força da natureza através dos símbolos que se desenham no cristal.
As visões se transformam em mensagens que trazem ao consulente respostas sobre distintos aspectos de sua vida como amor, trabalho, família e previsões.
Há uma preparação especial para realizar a leitura que vai desde a limpeza e energização do cristal até a decoração do ambiente conectando os elementos com a energia do consulente e do intérprete que chamamos de terapeuta holístico.
As imagens são interpretadas pela intuição e clarividência do terapeuta que atua como canal para transmissão das mensagens sagradas e reveladoras que a Bola de Cristal potencializa.
É uma leitura inesquecível que auxilia o autoconhecimento e orienta sobre as soluções e caminhos da sua vida.
Permita-se conhecer o espelho mágico da Bola de Cristal.
CIGANA ROSITA
Esta cigana é de origem indiana, embora tenha vivido durante toda a sua vida entre França e principalmente na Espanha, local de nacionalidade de seu pai.
De pele clara e cabelos muito negros, era de beleza impar.
Tendo veia muito artística logo se enveredou pelos caminhos da arte da dança. Uma dança sem par, misturando passos do tradicional katac indiano, danças mouras marroquinas e o tradicional flamenco espanhol.
Fazendo uma dança cigana cheia de movimentos, sapateados e véus, hipnotizadora e avassaladora. Logo que chegou a idade em que se desperta desejo aos homens, ela foi proibida de dançar em publico de gadjos, como fazia nas praças espanholas.
Como num prenuncio de que algo poderia acontecer. Assim foi.
Um dia em kumpania em orla espanhola, num lugarejo distante, dançava na praia para a luz da lua, quando um gadjo olhava e se encantava com os movimentos suaves que Rosita para a lua. Este homem ficou tão inebriado que passou a ir todas as noites na esperança de vê-la dançar. Ficava cada dia mais apaixonado por esta linda mulher que carregava a meninice dentro dela, dentro daquele corpo de mulher e alma de bailarina. Um dia tomado de paixão, se aproximou e ela assustada fugiu. Ele ficou chateado, mas voltou em outro dia. E quando ela ia correr, ele a tomou pelo braço e impensadamente a beijou.
Ela sem saber porque correspondeu apaixonadamente. Ao se afastarem ele disse que a amava profundamente sem saber porque, mas sentia pulsar este sentimento com fosse o sangue das veias, como se fosse este amor, o combustível da vida. Ela sentia igual, mas era prometida e nada poderia fazer. Disse que ele se afastasse, que fosse embora.
Ele prometeu segui-la aonde quer que fosse, somente para vê-la. Nisto se aproxima seu noivo e futuro dono de sua vida, ao perceber o ar enamorados deles, a arrastou violentamente e disse: Rosita, tu sabes que és minha, não sei o que aconteceu entre você e aquele homem, mas saibas que mesmo sem saber eu vou mata-lo.
Rosita ficou muito apreensiva e nada disse, não naquela hora, mas pelo susto, nada podia dizer. E assim foi, depois de algumas semanas quando o homem foi apreciar a linda dança da cigana prometida, seu noivo estava a espreita e logo num golpe de facas mortal o matou.
Rosita de resignou ao saber, sofria calada, mas disse ao noivo quando este contou: Sabes que estava errado e que eu nunca tive nada com aquele homem, mas apesar disso eu o amei, porque ele me deixava ser livre.
Eu serei tua prisioneira, mas o meu amor, o meu coração, tu nunca terás. E assim casou, teve filhos, mas só nos momentos de sua dança solitária se sentia liberta e amada pelo homem que morrera por sua causa, sem mesmo ter tido os desejados momentos de paixão com ela.
O marido lhe proporcionava uma vida satisfatória em termos materiais, mas também não conseguia perdoar o fato de ela não lhe amar. Sendo assim ela viveu para seus filhos e para sua arte, encantava a todos com o coração sangrando. Ela acabou falecendo de tristeza e desamor que havia dentro de sua casa.
No astral ela é mestra em fazer com que os amores verdadeiros venham poder se realizar, realiza feitiços enquanto dança e harmoniza a aura das pessoas. Em sua dança diferente consola os aflitos, as amigas, as mulheres e as mães. Rosita que foi prisioneira durante toda a sua vida, faz com que as pessoas gozem a liberdade com seus sábios conselhos, com suas sabias mãos.
Seus olhos misteriosos, traduzem tudo, muitas vezes sem palavras, é amorosa, gentil, bonita, seu ditado favorito é:
Eu fui prisioneira da vaidade e do desejo, hoje sou prisioneira da liberdade do amor.
Ela realiza feitiços que libertam os amores impossíveis, trazendo o entendimento para todos.
De pele clara e cabelos muito negros, era de beleza impar.
Tendo veia muito artística logo se enveredou pelos caminhos da arte da dança. Uma dança sem par, misturando passos do tradicional katac indiano, danças mouras marroquinas e o tradicional flamenco espanhol.
Fazendo uma dança cigana cheia de movimentos, sapateados e véus, hipnotizadora e avassaladora. Logo que chegou a idade em que se desperta desejo aos homens, ela foi proibida de dançar em publico de gadjos, como fazia nas praças espanholas.
Como num prenuncio de que algo poderia acontecer. Assim foi.
Um dia em kumpania em orla espanhola, num lugarejo distante, dançava na praia para a luz da lua, quando um gadjo olhava e se encantava com os movimentos suaves que Rosita para a lua. Este homem ficou tão inebriado que passou a ir todas as noites na esperança de vê-la dançar. Ficava cada dia mais apaixonado por esta linda mulher que carregava a meninice dentro dela, dentro daquele corpo de mulher e alma de bailarina. Um dia tomado de paixão, se aproximou e ela assustada fugiu. Ele ficou chateado, mas voltou em outro dia. E quando ela ia correr, ele a tomou pelo braço e impensadamente a beijou.
Ela sem saber porque correspondeu apaixonadamente. Ao se afastarem ele disse que a amava profundamente sem saber porque, mas sentia pulsar este sentimento com fosse o sangue das veias, como se fosse este amor, o combustível da vida. Ela sentia igual, mas era prometida e nada poderia fazer. Disse que ele se afastasse, que fosse embora.
Ele prometeu segui-la aonde quer que fosse, somente para vê-la. Nisto se aproxima seu noivo e futuro dono de sua vida, ao perceber o ar enamorados deles, a arrastou violentamente e disse: Rosita, tu sabes que és minha, não sei o que aconteceu entre você e aquele homem, mas saibas que mesmo sem saber eu vou mata-lo.
Rosita ficou muito apreensiva e nada disse, não naquela hora, mas pelo susto, nada podia dizer. E assim foi, depois de algumas semanas quando o homem foi apreciar a linda dança da cigana prometida, seu noivo estava a espreita e logo num golpe de facas mortal o matou.
Rosita de resignou ao saber, sofria calada, mas disse ao noivo quando este contou: Sabes que estava errado e que eu nunca tive nada com aquele homem, mas apesar disso eu o amei, porque ele me deixava ser livre.
Eu serei tua prisioneira, mas o meu amor, o meu coração, tu nunca terás. E assim casou, teve filhos, mas só nos momentos de sua dança solitária se sentia liberta e amada pelo homem que morrera por sua causa, sem mesmo ter tido os desejados momentos de paixão com ela.
O marido lhe proporcionava uma vida satisfatória em termos materiais, mas também não conseguia perdoar o fato de ela não lhe amar. Sendo assim ela viveu para seus filhos e para sua arte, encantava a todos com o coração sangrando. Ela acabou falecendo de tristeza e desamor que havia dentro de sua casa.
No astral ela é mestra em fazer com que os amores verdadeiros venham poder se realizar, realiza feitiços enquanto dança e harmoniza a aura das pessoas. Em sua dança diferente consola os aflitos, as amigas, as mulheres e as mães. Rosita que foi prisioneira durante toda a sua vida, faz com que as pessoas gozem a liberdade com seus sábios conselhos, com suas sabias mãos.
Seus olhos misteriosos, traduzem tudo, muitas vezes sem palavras, é amorosa, gentil, bonita, seu ditado favorito é:
Eu fui prisioneira da vaidade e do desejo, hoje sou prisioneira da liberdade do amor.
Ela realiza feitiços que libertam os amores impossíveis, trazendo o entendimento para todos.
terça-feira, 17 de maio de 2011
NÓS,CIGANOS
“Eles se movem como o sol e a lua. São nômades. Ou, antes, são como as ondas.
Estão em toda parte. Chegam e partem rápido. Parece o vento.
Num momento estão aqui. No outro, sumiram. Numa lufada, deixam traços indeléveis de sua passagem no eco de sua música, no relinchar de seus cavalos, no sorriso alegre de suas mulheres.
Não, não é o vento. São os Filhos-do-Vento!" (Trecho de um poema persa, cerca de 200 a 400 A.C., descrevendo o povo nômade que viera da região de Gujarat, Índia.)...
Nós ciganos somos um povo único.
Nenhuma outra raça recebeu do Criador tantos dons maravilhosos juntos: a musicalidade, a facilidade de pintar, fazer poesias e contar histórias, a habilidade manual do artesanato com metais e com materiais da natureza; a possibilidade de vislumbrar o futuro nas linhas das mãos e nas diversas outras mancias; a harmonia dos gestos e a expressão das emoções na dança, nas artes cênicas e circenses.
Nenhum outro povo soube entender tão bem os animais e ensiná-los.
Nenhum outro povo traz consigo esse poder de se adaptar às situações novas e arriscadas e extrair delas lições de sobrevivência.
Nenhum outro povo sofreu tanto e foi tão espezinhado e perseguido em nome de seu ideal de liberdade!
Nenhum outro povo é tão alegre e vibrante, tão sentimental e tão apaixonado pela vida...
Em nós guardamos as emoções mais fortes, mais ardentes, mais humanas!
Somos pura arte, pura emoção!
O pianista espanhol de origem Calon, David Peña Dorantes, diz em uma entrevista ao Euronews, falando da música cigana:
(...) “Uma música que faz vibrar qualquer cidadão, de qualquer parte do mundo, de qualquer cultura. Isso tem tanta força que qualquer ser humano do mundo o capta e o faz vibrar, como campainhas, numa catedral.
É mesmo assim, a música flamenca, a minha música daqui, da Andaluzia.
Com um cigano do norte de França ou dos países do Leste, temos em comum a alma, sobretudo. As formas são diferentes, mas a alma é a mesma.
A alma musical, poética dos ciganos, essa sensibilidade que nos distingue, que nos dá força para vencer obstáculos, discriminação, sofrimento, é a nossa marca, a nossa herança, o nosso orgulho ancestral!
E como nos diz SPATZO no final de seu poema “LIBERDADE”:
“A nossa é uma vida simples, primitiva.
Basta-nos ter o céu por telhado,
um fogo para nos aquecer
e as nossas canções, quando estamos tristes”
Na música expressamos melhor o que nos vai n’alma: a tristeza ou a alegria.
Nossos sentimentos são intensos e naturais como os fenômenos da natureza: fortes como os ventos das tempestades, puros como as águas, ardentes como as chamas de nossas fogueiras, delicados e sensuais como a maciez das pétalas perfumadas das rosas...
Somos orientais e, como tal, amamos os prazeres da vida, vivendo intensamente cada segundo sem pensar no futuro, pois ele pertence a Deus, pertence ao Anankê, ao Destino.
Amamos a paz e, nunca fizemos guerras!Disso nos orgulhamos.
Somos ponte, traço de união entre Oriente e Ocidente.
Mesmo que os gadjês desconheçam ou ignorem propositadamente, somos a solda que uniu etnias, crenças e culturas do mundo inteiro nas nossas intermináveis andanças.
Um pouco de nós está escondido em cada ser humano: o sonho de liberdade, a busca eterna da Beleza, a expressão das emoções, das palavras e dos gestos, livres de medos ou preconceitos, a alegria inocente e espontânea.
Devemos ser gratos à Dhiel (Deus) pela abundância de dons que herdamos. Isto nos faz os seres mais ricos e os mais felizes, embora tenhamos sofrido perseguições, discriminação, miséria e morte ao longo dos tempos, por culpa da ignorância e do preconceito.
Nossa missão neste mundo é uma linda e dignificante missão: a de levar a alegria e a beleza a todos os lugares.
Somos os menestréis (poetas e cantores andarilhos da Idade Média) da vida.
Somos, é verdade, plenamente humanos, com defeitos e qualidades, iguais a todos os outros homens deste planeta, sejam de que raça for.
Esta humanidade nos iguala, nos faz companheiros da mesma caravana, da mesma viagem no Vurdón do Tempo.
Faz-nos gente. Torna-nos a todos irmãos e com o mesmo direito à felicidade.
Conta uma lenda que Deus chamou os seres humanos e distribuiu as profissões: artesãos, pintores, decoradores, médicos, professores, engenheiros etc.
E o último a chegar foi o cigano, com palhas nos cabelos. Ele acabava de sair de um celeiro onde estava dormindo, porque, como de hábito, é preguiçoso.
E perguntou a Deus:
”Então, e eu, o que é que me dás?”
Deus disse: “Não tenho mais nada para ti... Chegaste tarde demais”.
Então o cigano foi saindo desapontado, mas Deus, com a sua bondade infinita, disse:
“Espera um momento! Afinal tenho algo para ti...”
E deu-lhe um violino.
por Cezarina Macedo
Estão em toda parte. Chegam e partem rápido. Parece o vento.
Num momento estão aqui. No outro, sumiram. Numa lufada, deixam traços indeléveis de sua passagem no eco de sua música, no relinchar de seus cavalos, no sorriso alegre de suas mulheres.
Não, não é o vento. São os Filhos-do-Vento!" (Trecho de um poema persa, cerca de 200 a 400 A.C., descrevendo o povo nômade que viera da região de Gujarat, Índia.)...
Nós ciganos somos um povo único.
Nenhuma outra raça recebeu do Criador tantos dons maravilhosos juntos: a musicalidade, a facilidade de pintar, fazer poesias e contar histórias, a habilidade manual do artesanato com metais e com materiais da natureza; a possibilidade de vislumbrar o futuro nas linhas das mãos e nas diversas outras mancias; a harmonia dos gestos e a expressão das emoções na dança, nas artes cênicas e circenses.
Nenhum outro povo soube entender tão bem os animais e ensiná-los.
Nenhum outro povo traz consigo esse poder de se adaptar às situações novas e arriscadas e extrair delas lições de sobrevivência.
Nenhum outro povo sofreu tanto e foi tão espezinhado e perseguido em nome de seu ideal de liberdade!
Nenhum outro povo é tão alegre e vibrante, tão sentimental e tão apaixonado pela vida...
Em nós guardamos as emoções mais fortes, mais ardentes, mais humanas!
Somos pura arte, pura emoção!
O pianista espanhol de origem Calon, David Peña Dorantes, diz em uma entrevista ao Euronews, falando da música cigana:
(...) “Uma música que faz vibrar qualquer cidadão, de qualquer parte do mundo, de qualquer cultura. Isso tem tanta força que qualquer ser humano do mundo o capta e o faz vibrar, como campainhas, numa catedral.
É mesmo assim, a música flamenca, a minha música daqui, da Andaluzia.
Com um cigano do norte de França ou dos países do Leste, temos em comum a alma, sobretudo. As formas são diferentes, mas a alma é a mesma.
A alma musical, poética dos ciganos, essa sensibilidade que nos distingue, que nos dá força para vencer obstáculos, discriminação, sofrimento, é a nossa marca, a nossa herança, o nosso orgulho ancestral!
E como nos diz SPATZO no final de seu poema “LIBERDADE”:
“A nossa é uma vida simples, primitiva.
Basta-nos ter o céu por telhado,
um fogo para nos aquecer
e as nossas canções, quando estamos tristes”
Na música expressamos melhor o que nos vai n’alma: a tristeza ou a alegria.
Nossos sentimentos são intensos e naturais como os fenômenos da natureza: fortes como os ventos das tempestades, puros como as águas, ardentes como as chamas de nossas fogueiras, delicados e sensuais como a maciez das pétalas perfumadas das rosas...
Somos orientais e, como tal, amamos os prazeres da vida, vivendo intensamente cada segundo sem pensar no futuro, pois ele pertence a Deus, pertence ao Anankê, ao Destino.
Amamos a paz e, nunca fizemos guerras!Disso nos orgulhamos.
Somos ponte, traço de união entre Oriente e Ocidente.
Mesmo que os gadjês desconheçam ou ignorem propositadamente, somos a solda que uniu etnias, crenças e culturas do mundo inteiro nas nossas intermináveis andanças.
Um pouco de nós está escondido em cada ser humano: o sonho de liberdade, a busca eterna da Beleza, a expressão das emoções, das palavras e dos gestos, livres de medos ou preconceitos, a alegria inocente e espontânea.
Devemos ser gratos à Dhiel (Deus) pela abundância de dons que herdamos. Isto nos faz os seres mais ricos e os mais felizes, embora tenhamos sofrido perseguições, discriminação, miséria e morte ao longo dos tempos, por culpa da ignorância e do preconceito.
Nossa missão neste mundo é uma linda e dignificante missão: a de levar a alegria e a beleza a todos os lugares.
Somos os menestréis (poetas e cantores andarilhos da Idade Média) da vida.
Somos, é verdade, plenamente humanos, com defeitos e qualidades, iguais a todos os outros homens deste planeta, sejam de que raça for.
Esta humanidade nos iguala, nos faz companheiros da mesma caravana, da mesma viagem no Vurdón do Tempo.
Faz-nos gente. Torna-nos a todos irmãos e com o mesmo direito à felicidade.
Conta uma lenda que Deus chamou os seres humanos e distribuiu as profissões: artesãos, pintores, decoradores, médicos, professores, engenheiros etc.
E o último a chegar foi o cigano, com palhas nos cabelos. Ele acabava de sair de um celeiro onde estava dormindo, porque, como de hábito, é preguiçoso.
E perguntou a Deus:
”Então, e eu, o que é que me dás?”
Deus disse: “Não tenho mais nada para ti... Chegaste tarde demais”.
Então o cigano foi saindo desapontado, mas Deus, com a sua bondade infinita, disse:
“Espera um momento! Afinal tenho algo para ti...”
E deu-lhe um violino.
por Cezarina Macedo
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