sexta-feira, 27 de maio de 2011

AS CIGANAS

Todo espírito é meio-cigano!
Ao longo das muitas vidas, viaja muito.
Uma hora, é mulher; outra hora, homem... Eternamente viajando...

Quantas vezes dançou em volta de fogueiras?
Quantas vezes teve seu sono embalado pelos pais, enquanto ouvia
histórias sobre heróis e fadas?
Quantas vezes amou, brigou e entrou e saiu de corpos transitórios?
Quantos parceiros já teve?

Que riqueza é a reencarnação!

Poder ser homem ou mulher; alto ou baixo; branco ou negro; amarelo
ou vermelho; gordo ou magro. Tudo é possível!

A riqueza está na mudança, na possibilidade de ir e vir, sempre...
O espírito é o mesmo, mas a roupagem muda, como deve ser.

Os milênios passam, as vidas se sucedem, e as danças mudam!
Quem não aceita a reencarnação, é porque quer tudo igual, sempre formatado
de acordo com a própria intransigência.

No entanto, o idoso de hoje será a criança do futuro. E a criança de agora é
o velho de outrora! Atrás do véu dos sentidos e dos corpos, o mesmo espírito


Nos olhos - azuis, verdes, castanhos, claros ou negros -, o mesmo brilho do
eterno. Que maravilha, poder ser tudo, de todos os jeitos!

Poder aprender bastante, sendo muitos! E, ao mesmo tempo, sendo o mesmo!
Todo espírito é meio-cigano, pois viaja muito...
E dança em volta das fogueiras do infinito.

E a Mãe Divina - ou Pai Divino, se quiserem -, dança junto, dentro de cada
ser.

A vida jamais será do jeito que os homens desejam.

Cada dança é diferente das outras; cada momento é uma dádiva; cada vida, uma
grandeza! Mudam as vestimentas e os costumes.

Contudo, o dançarino é o mesmo pois é eterno!

Que todas as danças sejam lindas!
Que os dançarinos sejam muito felizes!
Comemorem a vida, de que jeito ela vier!

Ninguém é marionete!
Cada um é que faz a própria vida.
Cada escolha gera repercussões.
Cada ser é sagrado!
O amanhã é feito dos momentos presentes.
Cada um carrega o futuro dentro de si mesmo;
Suas contradições e, também, seus acertos.
Construção ou destruição?
Bênção ou maldição?
Cada um escolhe como quer ser e viver.
Cada um leva consigo mesmo a energia do que se projeta como
atitude no mundo


Cada um é responsável pelo que pensa e sente!
Cada um faz sua música se propagar nas ondas do mundo.
Na longa fieira das vidas seriadas, quem semear, colherá!
E, neste exato momento, cada um está fazendo o seu amanhã.
Que a semeadura seja linda, para que a colheita seja feliz!

Na vida, no amor e em qualquer coisa, cada um faz o seu próprio caminho.

Chamam isso de causa e efeito!
Mas, as ciganas chamam de liberdade de escolha.

No baralho da vida, cada um joga com as cartas que tem na mão.
Ás ou rei? Valete ou dama? Não importa!
O que vale é saber jogar direito com a mão que se apresenta.

As cartas são da vida e mudam de mão; mas os jogadores são os mesmos;
Só mudam a mesa e as jogadas.

Quem quiser conhecer o seu amanhã, que preste atenção no seu dia de hoje,
pois um é efeito do outro.

Recebido espiritualmente
por Wagner Borges

QUANDO MORRE UM CIGANO

Os ciganos que morriam eram sempre homenageados e enterrados
próximos aos acampamentos.
Aos mortos ciganos exige-se um culto, razão especial do respeito aos seus pares e antepassados, que na ótica de seu povo sempre se manterão ao seu lado, apenas deixando o corpo e permanecendo a alma em defesa e amor aos ciganos.

Tanto que, ao morto cigano, existe a tradição de ser venerado.

Assim, nas datas em que se comemoram o sétimo dia, o quadragésimo dia, seis meses e um ano do falecimento de um cigano, são preparadas comidas em sua homenagem e ele tem o seu lugar reservado à mesa.

Muitos dos antigos, levavam comidas ao cemitério e comiam no local onde se encontrava o antepassado, na lápide.

E no momento em que estavam comento, ofertavam um dos pratos a algum gadje, como forma de homenageá-lo.

Os tipos de comidas eram: frangos, maçã, mortadela frita e alguns tipos de pães doce.

Não se deixava ossos nem sobras de comida, para que nenhum animal os consumisse.

POMANA significa lembrar, em memória de...

E usamos a palavra TALIERTÔ para referenciar- se in memoriam de algum ente querido e amado.

Atualmente , as cerimônias da pomana são realizadas em casa e dependendo da religião da familia, solicita-se missas tanto nas igrejas católicas como nas ortodoxas e outras.

Quanto às comidas, são normalmente feitas nos moldes antigos. Dependendo dos clãs e familias serão os tipos de comidas a ser oferecidos a alguém, como reverência e ritual.

E quando completar um ano do funeral, é preparada a comida que o familiar falecido mais apreciava e o sue lugar à mesa é preservado, como se ele ali estivesse, comendo e participando daquele momento, com naturalidade, em sua homenagem.

Esse é um momento de grande respeito e amor, que não é possivel extrair seus segredos e tradições, por se tratar de um ritual de elevada estima e amor.

Os costumes são encontrados ainda: contudo, o que nos importa é a auto-estima e a admiração aos que se foram do plano da carna e se mantêm em espirito.

Dessa forma, avalia-se com facilidade as dificuldades da união entre os ciganos e os
não ciganos, por causa da inexistencia de um passado especial na vida de cada um.

Todavia, o tempo traz consigo em qualquer classe, povo ou sociedade, o instrumento da variedade de costumes e a tendência natural da mistura entre os povos, grupos e sociedades em geral, devendo-se esperar que a tradição perpetue-se na medida de sua rara beleza e importancia, nos padrões de esforços que o tempo não vence e não venceu até os nossos dias, devendo ser respeitado em toda a sua extensão.

do livro:
ROM-UM POVO SEM FRONTEIRAS
autor : Nelson Pires Filho

CIGANA ROSITA

Esta cigana é de origem indiana, embora tenha vivido durante toda a sua vida entre França e principalmente na Espanha, local de nacionalidade de seu pai. De pele clara e cabelos muito negros, era de beleza impar.

Tendo veia muito artística logo se enveredou pelos caminhos da arte da dança. Uma dança sem par, misturando passos do tradicional katac indiano, danças mouras marroquinas e o tradicional flamenco espanhol.

Fazendo uma dança cigana cheia de movimentos, sapateados e véus, hipnotizadora e avassaladora. Logo que chegou a idade em que se desperta desejo aos homens, ela foi proibida de dançar em publico de gadjos, como fazia nas praças espanholas.

Como num prenuncio de que algo poderia acontecer. Assim foi.
Um dia em kumpania em orla espanhola, num lugarejo distante, dançava na praia para a luz da lua, quando um gadjo olhava e se encantava com os movimentos suaves que Rosita para a lua. Este homem ficou tão inebriado que passou a ir todas as noites na esperança de vê-la dançar. Ficava cada dia mais apaixonado por esta linda mulher que carregava a meninice dentro dela, dentro daquele corpo de mulher e alma de bailarina.
Um dia tomado de paixão, se aproximou e ela assustada fugiu. Ele ficou chateado, mas voltou em outro dia. E quando ela ia correr, ele a tomou pelo braço e impensadamente a beijou.

Ela sem saber porque correspondeu apaixonadamente. Ao se afastarem ele disse que a amava profundamente sem saber porque, mas sentia pulsar este sentimento com fosse o sangue das veias, como se fosse este amor, o combustível da vida. Ela sentia igual, mas era prometida e nada poderia fazer. Disse que ele se afastasse, que fosse embora.

Ele prometeu segui-la aonde quer que fosse, somente para vê-la.
Nisto se aproxima seu noivo e futuro dono de sua vida, ao perceber o ar enamorados deles, a arrastou violentamente e disse:
-Rosita, tu sabes que és minha, não sei o que aconteceu entre você e aquele homem, mas saibas que mesmo sem saber eu vou mata-lo.

Rosita ficou muito apreensiva e nada disse, não naquela hora, mas pelo susto, nada podia dizer. E assim foi, depois de algumas semanas quando o homem foi apreciar a linda dança da cigana prometida, seu noivo estava a espreita e logo num golpe de facas mortal o matou. Rosita de resignou ao saber, sofria calada, mas disse ao noivo quando este contou:
Sabes que estava errado e que eu nunca tive nada com aquele homem, mas apesar disso eu o amei, porque ele me deixava ser livre.

Eu serei tua prisioneira, mas o meu amor, o meu coração, tu nunca terás. E assim casou, teve filhos, mas só nos momentos de sua dança solitária se sentia liberta e amada pelo homem que morrera por sua causa, sem mesmo ter tido os desejados momentos de paixão com ela. O marido lhe proporcionava uma vida satisfatória em termos materiais, mas também não conseguia perdoar o fato de ela não lhe amar.
Sendo assim ela viveu para seus filhos e para sua arte, encantava a todos com o coração sangrando. Ela acabou falecendo de tristeza e desamor que havia dentro de sua casa.

No astral ela é mestra em fazer com que os amores verdadeiros venham poder se realizar, realiza feitiços enquanto dança e harmoniza a aura das pessoas. Em sua dança diferente consola os aflitos, as amigas, as mulheres e as mães.
Rosita que foi prisioneira durante toda a sua vida, faz com que as pessoas gozem a liberdade com seus sábios conselhos, com suas sabias mãos.

Seus olhos misteriosos, traduzem tudo, muitas vezes sem palavras, é amorosa, gentil, bonita, seu ditado favorito é:
- Eu fui prisioneira da vaidade e do desejo, hoje sou prisioneira da liberdade do amor.

Ela realiza feitiços que libertam os amores impossíveis, trazendo o entendimento para todos.

terça-feira, 24 de maio de 2011

OS ORÁCULOS E OS CIGANOS

Os ciganos têm a tradição de ler a sorte. Para isso usam seus dons e os aprendizados que foram passados pela oralidade de geração a geração.

A quiromancia (leitura das linhas das mãos) é habitual das mulheres ciganas, sendo aprendida desde criança. Usam também a cartomancia e podemos ver ciganos utilizando objetos simples do cotidiano que podem ser levados a qualquer local.

Outros oráculos utilizados pelos ciganos:

> Piromancia: leitura da sorte na chama da vela.

> Dadomancia: leitura da sorte nos dados.

> Acutomancia: previsões por meio de agulhas.

> Jogo de sementes: alguns ciganos homens costumam fazer analises por meio de caroços de frutas.

> Bola de cristal: utilizada geralmente por mulheres como clarividência. Elas se concentram e conseguem visualizar imagens do presente e futuro na bola de cristal.

> Cafeomancia: análise da borra de café.

> Jogo das patacas: jogado por homens e mulheres que utilizam as moedas como meio de prever e orientar.

> Cristalomancia: adivinhação por pedras preciosas (cristais).

> Ceromancia: análise feita por meio de cera quente, pingada sobre uma superfície seca ou com água.

COSTUMES CIGANOS

Os ciganos não representam um povo compacto e homogêneo, mesmo
pertencendo a uma única etnia, existe a hipótese de que a migração desde a Índia tenha sido fracionada no tempo, e que desde a origem fossem divididos em grupos e subgrupos, falando dialetos diferentes.

As diferenças no tipo de vida, a forte vocação ao nomadismo de alguns, contra a tendência à sedentarização de outros gera uma série de contrastes que não se limitam a uma simples incapacidade de conviver pacificamente.

Em linhas gerais, os Sintos são menos conservadores e tendem a esquecer com maior rapidez a cultura dos pais. Talvez este fato não seja recente, mas de qualquer modo é atribuído às condições socioculturais nas quais por longo tempo viveram.

Quanto aos Rom de imigração mais recente, se nota ao invés uma maior tendência à conservação das tradições, da língua e dos costumes próprios dos diversos subgrupos. Sua origem desde países essencialmente agrícolas e ainda industrialmente atrasados (leste europeu) favoreceu certamente a conservação de modos de vida mais consoantes à sua origem.

Não é possível, também em razão da variedade constituída pela presença conjunta de vários grupos, fornecer uma explicação detalhada das diversas tradições. Alguns aspectos principais, ligados aos momentos mais importantes da existência, merecem ser descritos, ao menos em linhas gerais.

Antigamente era muito respeitado o período da gravidez e o tempo sucessivo ao nascimento do herdeiro; havia o conceito da impureza coligada ao nascimento, com várias proibições para a parturiente. Hoje a situação não é mais tão rígida; o aleitamento dura muito tempo, às vezes se prolongando por alguns anos.

No casamento tende-se a escolher o cônjuge dentro do próprio grupo ou subgrupo, com notáveis vantagens econômicas. Um cigano pode casar-se com uma gadjí, isto é, uma mulher não cigana, a qual deverá porém submeter-se às regras e às tradições ciganas.

A importância do dote é fundamental especialmente para os Rom; no grupo dos Sintos se tende a realizar o casamento através da fuga e conseqüente regularização. Aos filhos é dada uma grande liberdade, mesmo porque logo deverão contribuir com o sustento da família e com o cuidado dos menores.

No que se refere à morte, o luto pelo desaparecimento de um companheiro dura em geral muito tempo. Junto aos Sintos parece prevalecer o costume de queimar-se a kampína (o trailer) e os objetos pertencentes ao defunto.

Entre os ritos fúnebres praticados pelos Rom está a pomána, banquete fúnebre no qual se celebra o aniversário da morte de uma pessoa. A abundância do alimento e das bebidas exprimem o desejo de paz e felicidade para o defunto.

O INCENSO NAS FALANGES CIGANAS

Alguns dos incensos e suas funções astrais:

• MADEIRA: para abrir os caminhos
• ALMISCAR: para favorecer os romances
• JASMIM: para o amor
• LOTUS: paz, tranqüilidade
• BENJOIM: para proteção e limpeza
• SANDALO: para estabelecer relação com o astral
• MIRRA: incenso sagrado usado para limpar após os rituais e durante eles e também usado quando vai se desfazer alguma demanda ou feitiço.
• LARANJA: para acalmar alguém ou ambiente.

Todo incenso deve ser usado com cautela nunca em demasia como fazem algumas pessoas e deve ser sempre dirigido a alguma causa. Não deve ser utilizado simplesmente por usar, por nada ou sem motivo, deve sempre ter um dono que o receba e que tenha seu nome pronunciado no momento do pedido. O incenso é um expediente sagrado e tem sido usado em rituais sagrados de toda espécie desde que o homem é homem.

Mantém um poder grande de evocação espiritual e astral e não deve ser usado tão somente para perfumar ambientes ou sem causa porque sempre estaria alcançando uma egrégora qualquer com a vibração que provoca e que está quieta em seu lugar, tem o condão de atrair energia de toda espécie e dos dois planos astrais, negativo e positivo, tem força de ritual e de alimento também, tem força de rejeição ou de atração dependendo do patamar alcançado e da situação especial de quem as ascende.

É por demais conhecido no mundo da mística astral e por vezes seu uso ou o que emana no mundo imaterial chega a ser disputado quando não pertence a ninguém que o esteja recebendo, podendo muitas vezes provocar visitas ansiosas por novos incensos a serem utilizados.

Pode parecer simples e de nenhuma gravidade, bem como aconselhado em outras egregoras como de bom agouro e condutor de sorte, limpeza e bom astral, em algumas vezes até como calmante ou nivelação energética de ambientes, contudo, seu uso como tudo no mundo deve ser feito com o critério necessário e mantida a relação correta com o que e quem se pretende atingir, na sua ardência e utilização, sem contar com as preferencias milenares já existentes em alguns casos, no mundo imaterial por uma avalanche de viventes e energias de tipos diversos.

O uso inadvertido ou pouco conhecido de determinados instrumentos destinados, regra geral a rituais, consagrações e outros tantos motivos, não é aconselhável. Fato que nos leva à necessidade de orientação, pesquisa e instrução à respeito. As coisas que por vezes nos parecem muito simples e que por qualquer motivo nos faz um aparente bem, mas que não esteja dentro de nosso domínio de conhecimento, requer maior atenção e aprendizado.

Quando se tratar de espírito cigano, com certeza ele indicará o incenso de sua preferencia ou de sua necessidade naquele momento, regra geral o incenso mantêm sempre correspondência com a área de atuação dele ou dela ou do trabalho que estará sendo levado a efeito. Quando se tratar de oferendas e já não estiver estipulado o incenso certo para acompanhar e houver sua necessidade solicitada, bem como nas consagrações o incenso que deve acompanhar devera sempre ser o de maior correspondência com o próprio cigano ou cigana. No caso de uma oferenda normal e tão somente necessária para manutenção, agrado ou tratamento sugere-se o incenso espiritual ou de rosa, que mantém efeito de evocação de leveza, de elevação ou mesmo de louvação espiritual.

Quando se pretender que alguma coisa , objeto ou ambiente seja bem energizado, ou mesmo se tratar de alguma consagração de algum instrumento utilizado por eles, e for feito sem a participação efetiva do cigano ou cigana e com a devida autorização, pode-se usar o incenso de ópio ou mesmo sândalo, se nenhum foi indicado. É interessante que se tenha sempre a mão esses incensos, no caso de algum cigano pedir para exercer qualquer vibração de energização em algum objeto qualquer que deseje dar ou mesmo prepara para alguém.


Os incensos e seus ingredientes específicos limpam, harmonizam, preparam e ajudam nos rituais mágicos elevando nossas preces ou pedidos ao plano superior.

A seguir, uma pequena tabela sugerindo incensos e suas finalidades:

Limpeza: Arruda, alecrim, palha de alho, guiné, benjoim, alfazema,mirra e cânfora.

Espiritualidade: Mirra, benjoim, rosas, violeta.

Calma: Alecrim, maçã, jasmim, cânfora, cipreste.

Energia: Canela, cravo, almíscar, folhas de louro.

Estudos: Alfazema, rosas, jasmim, lótus, hortelã, menta.

Meditação: Mirra, rosas, verbena, violeta, benjoim, sândalo.

Amor: Almíscar, rosas, ópium, sândalo, cravo, canela, absinto.

Afrodisíaco: madeira, patchouli.

Dinheiro: Âmbar.

Para atrair mais dinheiro, bons negócios, clientes e fartura, incensar a casa ou ambiente de trabalho com uma mistura de pó de café, açúcar e folhas de louro. Isto poderá ser feito em um recipiente improvisado, desde que seguro, ou poderá ser feito em um recipiente especial vendido em lojas de artigos religiosos.